11 de janeiro de 2010

Não estava à espera desta: a despesa militar portuguesa, medida pelo seu peso no PIB, é a sexta maior da Nato - maior do que a de 12 países europeus e a do Canadá; e isto sucede, 34 anos depois da guerra em África?


Nota: Clicar para ter acesso a uma versão maior

White Man’s Burden? - Paul Krugman Blog - NYTimes.com

Estranho!

Isto tem ver com erros de amostragem?


"Percentage of Afghans who believe their country is going in the 'right direction': 70"
"Percentage of Americans who believe their country is going in the 'right direction': 36.6"

A direita norte-americana está passada dos carretos!

American Enterprise Institute "Economist" of Mass Destruction Kevin Hassett Strikes Again (Republican War on Science Department) - Grasping Reality with Opposable Thumbs: 

"American Enterprise Institute 'Economist' of Mass Destruction Kevin Hassett Strikes Again (Republican War on Science Department) Carrying the Republican War on Science to previously unplumbed depths of human stupidity, Kevin 'Dow 36000' Hassett of the American Enterprise Institute calls for the USAF to bomb both France and Switzerland, hoping to get the scientists in their tunnels before they can destroy the earth:"

Clima versus Tempo

Conforme o prometido, um conjunto de referências sobre a diferença entre clima e tempo. Começa com uma nota da Ambio, a definir a questão, e uma transcrição de uma frase de um artigo respigado pela Climate Ark (vale só pela piada que tem); a referência à ciência que interpreta o tempo frio, do Guardian, não se enquadra no tópico da nota, mas como convém ir lembrando, passo a passo, o que se passa, longe da nossa porta, aí fica; a nota do Wired Science tem de ser lida, como a última do Ambio que aborda a temática da validade dos modelos climáticos, relevante para este tópico:
  • ambio: Meteorologia e clima: "Meteorologia é a ciência que estuda os meteoros, isto é, os fenómenos da atmosfera. A sua mais conhecida aplicação prática é a previsão do tempo, em diferentes escalas, mas sobretudo em pequenos períodos de tempos. Na realidade as previsões a mais de três dias, embora tenham sofrido progressos notáveis, são ainda relativamente pouco fiáveis. O clima estuda o padrão das variações meteorológicas, ou seja, avalia estatístiscamente os elementos meteorológicos num período suficientemente grande para permitir avaliar padrões para lá da elevada variação meteorológica de curto prazo. O período considerado mínimo para a análise climática são trinta anos, sendo a média das observações ao longo de trinta anos que define a normal climatológica."  
  • United Kingdom: If I hear another global warming joke, I'll . . | Climate Ark.: "United Kingdom: If I hear another global warming joke, I'll . . . . . . go completely insane. Climate change doesn’t mean we’ll have lots of lovely weather all the time, you numbskulls" 
  • Britain's cold snap does not prove climate science wrong | Leo Hickman and George Monbiot | Environment | guardian.co.uk: [...]  The ability to distinguish trends from complex random events is one of the traits that separates humans from the rest of the animal kingdom. It is also the basis of all science; detecting patterns, distinguishing between signal and noise, and the means by which the laws of physics, chemistry and biology are determined. Now we are being asked to commit ourselves to the wilful stupidity of extrapolating a long-term trend from a single event." 
  • The science behind the cold weather | UK news | The Guardian: "Although it may be hard to believe, many parts of the northern hemisphere are considerably warmer than usual at the moment. Alaska and much of northern Canada is unseasonably warm for instance, with temperatures 5C to 10C warmer than expected. That still leaves the air a biting –30C (–22F) or so though. Hardly a barbecue winter. North Africa and the Mediterranean basin are warmer than average also, by up to 10C. Elsewhere, such as across northern Europe, temperatures are coming in 5C or so colder than average." 
  • It's freaking cold !Skeptical Science: [...] What the science says... Since the mid 1970s, global temperatures have been warming at around 0.2°C per decade. However, weather imposes it's own dramatic ups and downs over the long term trend. We expect to see record cold temperatures even during global warming. Nevertheless over the last decade, daily record high temperatures occurred twice as often as record lows. This tendency towards hotter days is expected to increase as global warming continues into the 21st Century.  [...] I 
  • Looks like I’m going on FoxNews today because it’s cold outside « Climate Progress: "You can’t deny it’s cold outside in Washington, DC today — any more than you can deny the planet is unequivocally warming and humans are probably the cause of most of that warming, can you? I mean, the fact that it’s cold in early January isn’t news. It’s the friggin’ winter! Oh wait, you say we’re setting records for cold over parts of the country. But if you accept the temperature station data going back over a century that says we’re setting records for cold over a small part of the globe over a short period of time, then you have to accept this very same data over the entire globe over a long period of time, no?"

  • Wired Science . Correlations | PBS: "We climate scientists often hear the case made 'If you can't predict the weather next week, how could you predict the climate in a hundred years?' The answer to the question is hidden in the question. The weather and the climate are not exactly the same thing, and so what you can say about the one and what you can say about the other are also different."  
  • Bad Statistical Reasoning about Weather and Climate : Good Math, Bad Math  Wow, look how hot it is today! How can anyone possible deny global warming? Wow, look how cold it is today! How can those idiots believe in global warming?  These are both examples of confusing weather with climate. That confusion is a typical example of a common statistical error: using aggregate data to draw conclusions about specific individuals, or using a single individual to draw conclusions about an aggregate. Individual data points and aggregates are very different things, and you can't just arbitrarily go from one to another.



PS (14.01.10): Já lá vai o tempo em The Economist estava do outro lado da barricada nas questões das alterações climáticas. Este artigo mereceria ser lido pelo Nicolau Santos, do Expresso, e pelo Professor José Medeiros Ferreira (ver aqui): Green.view: Oscilloscope | The Economist.


10 de janeiro de 2010

E continua ... há coisas mais estranhas a suceder, em termos de tempo, do que os nevões que ocorrem em diversas partes (não em todas) do Hemisfério Norte



Nota: Clicar nas imagens e nos gráficos para aceder a versões maiores.

A minha última nota terminou com a promessa de colocar on-line um conjunto de referências ilustrando a diferença entre clima (domínio da climatologia) e tempo (domínio da meteorologia). A promessa mantém-se, mas uma outra questão tem-se vindo a interpor, também relacionada com o tempo que está a fazer, que justifica, de imediato, por uma questão de oportunidade, a colocação desta nota.

Não só o frio não se foi embora, como neva como não se via há muito tempo (a fotografia acima da Grã-Bretanha ilustra-o) e, no entanto, as notícias começam a ser menos normais em relação a outros aspectos da questão: o frio que faz a partir de dadas latitudes, para o sul, não é acompanhado, em termos do sentido da intensidade, por aquele que se verifica no Árctico (o frio que aí se verifica é muito menor do que é usual para esta época do ano) e em outras áreas geográficas do hemisfério norte (e.g. o  nordeste do Canadá, o Alasca), mas, onde as coisas começam a ficar, mesmo estranhas, é  na Corrente do Golfo, que estaria a passar por uma  alteração, ou uma perturbação, na trajectória do seu ramo superior. A confirmar-se isso, primeiro, e ainda que o fenómeno seja reversível a curto trecho, tal  é preocupante (se aconteceu, porque aconteceu? e  se volta a acontecer?); segundo, se se confirmasse a ocorrência e, se ela se viesse a revelar persistente, entraríamos num outro cenário,  que deixo ao cuidado dos leitores deste blogue, adjectivar e deduzir as consequências.

Eu li a referência a essa aparente anomalia (para mim, que sei pouco do assunto) no blogue do economista Brad DeLong que a epigrafou de NOT GOOD, NOT GOOD, e a foi buscar ao Daily Kos, que a encima na nota que fez sobre a situação meteorológica (primeira imagem abaixo), e a completa com a informação do que se passa no Árctico - o Daily Kos foi buscar a informação a outro local: muito interessante - devem lê-la. A reacção dos leitores do primeiro blogue à notícia foi de extrema prudência (conviria que lessem esses comentários): nomeadamente, notam que ninguém no blogosfera científica ainda agarrou no assunto - assim, ou é um falso alarme, ou então é uma situação recorrente, embora não frequente, a explicar a seu tempo; ou então, está toda a gente surpreendida, a ver o que se passa, porque o assunto pode ser sério e ninguém quer correr o risco de dar palpites não fundamentados. Acompanho o que se diz nesses comentários, e inclino-me (quero inclinar-me) para a primeira possibilidade.


"An unprecedented extreme in the northern hemisphere atmospheric circulation has driven a strong direct connecting current between the Gulf Stream and the West Greenland current. The unprecedented negativity of the "Arctic Oscillation" and the strong connection of the Gulf Stream with the Greenland current are exceptional events. More exceptional weather events are predicted with anthropogenic climate change, but this could be a natural variation of weather and currents."

Os gráficos e imagens logo abaixo saíram no Daily Kos (mas vêm, alguns deles, também na primeira referência ao Climate  Progress, e na Arctic Sea Ice News & Analysis)



Map of air temperature anomalies for December 2009, at roughly 3,000 feet above surface, Areas in orange and red are warm anomalies, areas in blue and purple are cool.
  • Where on Earth is it unusually warm? Greenland and the Arctic Ocean, which is full of rotten ice « Climate Progress: "New study supports finding that 'the amount of [multi-year] sea ice in the northern hemisphere was the lowest on record in 2009'"   It’s cold here and in northern Eurasia, but it’s been positively toasty around the Arctic circle — thanks to an extreme negative phase of the Arctic Oscillation, as the National Snow and Ice Data Center (NSIDC) explained in their online report yesterday.The temperatures reported by NSIDC show some Arctic anomalies exceeding 7°C (13°F)! That’s not good news for the kind of re-freezing one wants to see in the otherwise rapidly melting Greenland ice sheet (see Nature: “Dynamic thinning of Greenland and Antarctic ice-sheet ocean margins is more sensitive, pervasive, enduring and important than previously realized”). It’s also one reason “December 2009 had the fourth-lowest average ice extent for the month since the beginning of satellite records, falling just above the extent for 2007. The linear rate of decline for December is now 3.3% per decade.”   
  •  
  • Melt season for Canadian Arctic sea ice outpacing global average: "American researchers suggest the melting season for Arctic sea ice is growing faster across much of the Canadian Arctic than anywhere else in the world. A recently published article outlines how they used satellite microwave data to measure when sea ice begins to melt in the spring and when it starts refreezing in the fall. The researchers were able to look with 99 per cent accuracy as far back as 1979 and examine the entire circumpolar globe, the first time scientists have been able to do so. They found that, on average, sea ice has started melting 2.5 days earlier every decade and begun to refreeze 3.7 days later. That means the average melt season is just under 20 days longer than it was 30 years ago." 
  •  
  • Met Office: “It is not cold everywhere in the world.” « Climate Progress: "More significantly, the Met Office notes (and yes the figure above is their posting of last week’s land-surface temperature anomalies [o mapa seguinte]): … it is not cold everywhere in the world. North-east America, Canada, North Africa, the Mediterranean, and south-west Asia have all seen temperatures above normal – in many places by more than 5 °C, and in parts of northern Canada, by more than 10 °C."  
  •  
  • ambio: O arrefecimento do Reino Unido: "Esta espectacular fotografia [é aquela que encima esta nota] foi tirada no dia 7 de Janeiro de 2010 por um satélite da NASA. É um presente de ano novo que regalo aos negacionistas. [...] O texto abaixo, também do dia 7 de Janeiro, é retirado da revista Brasileira ADEGA que, como o nome indica, trata de vinhos. É o meu presente aos alarmistas. 'Apesar do verão atípico do ano passado, os vinicultores classificaram a safra de 2009 como 'uma das melhores da história. O mês de Julho na Inglaterra foi marcado pelo clima húmido, principalmente no sudoeste do país, o que poderia ter afectado a safra, se não fosse o calor percebido no outono. Pelo visto, essa confusão de climas e temperaturas apenas tornou a uva ainda mais gostosa. A associação dos Produtores de Vinho da Inglaterra reportou que foram colhidas frutas excepcionais em todo o país, com as variedades Chardonnay e as Pinots possuindo nível alcoólico possivelmente entre 11% e 13%'. [...] A vantagem de confundir meteorologia com clima é a possibilidade que nos oferece de agradar a todos." 
  •  
  • Cold Patches in a Warm World - Dot Earth Blog - NYTimes.com: "There’s been an unrelenting string of commentary on Dot Earth, and in some other news outlets, from people passionately pointing to the cold conditions around the Northern Hemisphere and crowing about the end of global warming. Following up on my post from last week on the Arctic Oscillation, Ken Chang has written a Week in Review story with a bit more detail on the unusual atmospheric patterns behind the big, but very constrained, chill, and the dominance of warm conditions — just not where a lot of Western media are situated. (As I wrote, it was raining in parts of Greenland about a week ago.) [...]To help clarify the global situation, I thought it worth a look at the map above, from Britain’s Met Office, which vividly illustrates the wishful nature of any thought that global cooling is somehow breaking out. Red areas are warmer than normal and blue cooler. (I’ll update this when the weather office posts the next iteration.) Maybe this outbreak of cold claims illustrates that the world is divided into red and blue states of mind in more ways than one?"


Sinistro



Alma from Rodrigo Blaas on Vimeo: não sei qual é a mensagem, mas seja o que for, a história é sinistra.

PS: Ver em "full screenn

(Via The Big Picture » Blog Archive » Alma: Pixar Meets The Twilight Zone)

7 de janeiro de 2010

Irritações (maiores, estas)

Um mérito que teve Copenhaga foi o de nos proporcionar um vislumbre do que alguma "intelligentsia" portuguesa sabe, e pensa, deveras, sobre o assunto das alterações climáticas. Lá fora, o assunto é encarado a sério: quer se considere que existe um problema real, e sejamos nós os responsáveis dele - quer se considere que o erro deliberado, ou induzido, dos que suportam a primeira alternativa, irá comportar mudanças de política económica e energética, com alto custo de oportunidade, e com consequências graves sobre o nível de vida das populações dos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento.

Na Austrália, a questão do aquecimento global, e a sua evidência empírica, são peças centrais do debate político actual, e desde já regulamenta-se a construção de habitações ao pé do mar, devido à prevista subida do nível das águas do mar (para quando no país? e na região?); no Reino Unido, discute-se a necessidade de adaptar a sua agricultura de molde a prevenir a possibilidade de problemas de escassez alimentar, decorrente do agravamento das alterações climáticas; a China atribui a responsabilidade dos fenómenos metereológicos extremos que estão  lá ocorrendo, neste inverno, ao aquecimento global, e muito mais exemplos poder-se-iam dar - nos EUA, claro, como é bem sabido, a Administração Obama fez da legislação sobre as alterações climáticas, conjuntamente com a da saúde, as traves mestras do seu programa de reformas*.

Em Portugal, certa "intelligentsia" ironiza sobre a questão.

Em Portugal, no Expresso, Henrique Monteiro, e Henrique Monteiro, falam de crenças ambientalistas a propósito do aquecimento global (e exige, o primeiro, que tem lido muito sobre o assunto, provas!) e Nicolau Santos [tenho pena, porque respeito o senhor], em 24 de Dezembro, ironiza com o frio e o aquecimento em Copenhaga, a demissão de Phil Jones do Climate Research Unit, e com todo o processo de Copenhaga. Quase todos ironizam. O Professor José Medeiros Ferreira também ironiza: Bicho Carpinteiro: O Clima como mercadoria: "A cimeira de Copenhaga sobre o aquecimento global terminou com um frio de rachar. Em termos de clima creio mais na natureza do que nos homens." Já o Pacheco Pereira, que, honra lhe seja feita, não ironiza, fala de tremendismo (catastrofismo) climático, misturando-o, sem qualquer qualificação, com um conjunto de teorias conspirativistas, e anti-científicas  (aqui), e o seu artigo sobre Copenhaga  (aqui), totalmente virado para as cenas de pancada que houve, é concluído assim: "Pode a cimeira chegar aos melhores resultados que eles [os arruaceiros anarquistas, marxistas ...] continuam imperturbáveis, com o silêncio incomodado dos que fazem de conta que isto não acontece e só vêem à frente o bonacheirão politicamente correcto Al Gore". Enfim, estamos entendidos - neste último caso, Pacheco Pereira, também, ironiza.

Sinceramente, quase que prefiro os desvarios conspirativistas do investigador universitário Fernando Gabriel (aqui), e a "frontalidade" dos denegacionistas que polemizam no Ambio [perdi algum tempo, em Dezembro, nessas guerras - esta nota de hoje, da Ambio, aliás, seria de leitura proveitosa para todos os visados acima], a contrário do que os colaboradores daquele blogue defendem.

Ser apelidado de crente já em assim seria irritante (eu, que me considero ateu de nível 4, na escala de Dawkins), mas mais irritante foi ter perdido tempo a elaborar dois e-mails (pedagógicos) para os jornalistas que o serviço de correio electrónico do Expresso se recusou a receber - vamos admitir que esse serviço esteja com problemas técnicos.

Mas a ironia dá cabo de mim. É uma ironia analfabeta e inculta do que está em causa. É uma ironia sombranceira e displicente que assenta na ignorância de aspectos básicos que deveriam informar minimamente a banda larga da cultura de  qualquer um que se queira manifestar  a este propósito (a favor, ou contra). Repito, o problema do aquecimento global é sério, qualquer que seja a volta que se lhe dê - ou está a suceder, e vai agravar-se, e as consequências não necessitam de adjectivação, ou então, como diz Daniel de Sá (reproduzido aqui): Seria necessário imaginar uma cabala sem precedentes para explicar porque quase toda a comunidade científica que estuda o fenómeno entrega a sua credibilidade à tese da influência humana no aquecimento global":e uma cabala dessas dimensões teria consequências muito graves: para não falar de outras [o perigo para a democracia, etc.] o desvio de recursos com alto custo de oportunidade (Bjorn Lomborg dixit) para a caça aos gambozinos de matriz ambientalista (ou esquerdizante, na versão de outras fontes). Se é sério não pode ser tratado, repito, de modo displicente - se não sabem (como cidadãos contemporâneos do seu tempo deveriam sabê-lo: não têm desculpa cívica alguma), perguntem, informem-se, e tenham coragem de assumir uma posição clara.

A fundamentação do que digo, imediatamente acima, é fácil: quer o jornalista Nicolau Santos, quer o professor José Medeiros Ferreira, mas possivelmente todos outros, não sabem a diferença entre aquilo que é clima (área da climatologia) e aquilo que o tempo (área da meteorologia). E por isso ser tão básico e tão elementar, é que é um elemento de informação definitivo e suficiente para sustentar um juízo de valor concludente sobre o cabimento da sua ironia neste particular, ou sobre qualquer juízo que profiram sobre este assunto.

E os exemplos abundam, e não é necessário sair do país: nos Açores, em Dezembro passado, a propósito da enxurrada anómala que sucedeu, as declarações do professor da Universidade dos Açores Félix Ribeiro***, ilustram essa diferença. Em notas que se seguirão vou publicar um conjunto de referências que discutem e ilustram isso - e demonstram também que as pessoas em causa não estão sozinhas (seria curioso saber se gostam, no entanto, da companhia - não vou fazer a desconsideração de pensar que sim).

No entretanto, e para finalizar, e para dar um exemplo de que tipo de erro estamos a falar, é como se as pessoas que alvitram ser as baixas temperaturas verificadas no hemisfério norte (não em todo ele, note-se: mais sobre esse aspecto em notas seguintes) uma prova da inexistência de um fenómeno de aquecimento global, defendessem, na base desta notícia: -  Japanese survivor of two atomic bombs dies | World news | guardian.co.uk: "Tsutomu Yamaguchi, the only person officially recognised as a survivor of both the Hiroshima and Nagasaki atomic bombings at the end of the second world war, has died aged 93." - o carácter inerme das bombas atómicas (sim, eu sei, eu estou a forçar a eficiência do exemplo, mas a sobre-ênfase da mensagem torná-la-á mais eficaz - pois é, eu, também, estou a ironizar).

_________________
*Tudo isso a ser referenciado em notas posteriores sob a etiqueta aquecimento global.
*** Diário do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores: Má limpeza da ribeira não explica a catástrofe | Félix Ribeiro"Para além das causas naturais, que outro tipo de situações podem ter contribuído para que que os estragos fossem elevados? Investigações recentes revelam que as mudanças climáticas influenciarão os padrões de precipitação, mas o aumento de precipitações extremas não ocorrerá uniformemente em todo o mundo. No caso em questão, não há dados suficientes para garantir que é uma consequência das alterações globais, ademais porque existem registos históricos que demonstram que tal tipo de eventos já ocorreram na mesma freguesia."

6 de janeiro de 2010

Irritações (menores)

O facto de se viver nos Açores faz com que a ocorrência de atrasos nas ligações aéreas seja sempre,  particularmente no inverno, uma possibilidade presente. Por isso, quando a minha filha passa o dia no aeroporto à espera de uma ligação TAP que deveria ter sucedido às 10H00; é avisada por volta das 17H30 do cancelamento do seu voo; e consegue a ligação para Lisboa no voo que partiu às 21H30 - tudo isso deve ser encarado com naturalidade e estoicismo de quem vive em ilhas. Cenário preocupante, esse sim, seria o caso das transportadoras aéreas teimarem em fazer o seu trabalho em condições metereológicas, ou outras, adversas - a segurança deve ser a sua maior preocupação.

Já não se percebe é a ausência de explicações atempadas do que se passa, e do que se prevê, ao longo do dia - são as condições metereológicas; são condições operacionais imprevistas de que se pede desculpa, etc.. Não se percebe, também, como é que em Lisboa se soube duas horas antes (pelo menos)  do cancelamento do voo,  e como é que, particularmente nesta circunstância (conhecimento prévio do cancelamento pelos serviços), a operação da remarcação das viagens, no balcão da SATA, não foi reforçada, no mínimo (ver o próximo parágrafo),  e just in time, com o preenchimento dos quatro lugares de atendimento (funcionaram 3, com os funcionários a desincumbirem-se de outras tarefas no back-office de modo intermitente, com uma árvore de Natal a ocupar o quarto). Acresceu que o arranjo do espaço do atendimento à frente dos balcões não primava por ser melhor - o local das senhas não era descortinado à primeira; o painel da sequência dos números do atendimento está no interior do balcão, pelo que, a chamada teve de ser feita pelas funcionárias, ecoadas por alguns passageiros, que gritavam os números em inglês para benefício dos turistas.

Vejamos: existem o que se denominam planos de contigência. A eficácia de uma organização é medida na margem, no modo como lidera com as situações de excepção, e pela sua atenção ao detalhe. As greves, os percalços operacionais, e as condições metereológicas, são "estados da natureza" da actividade das transportadoras aéreas e dos seus passageiros. Temos de entrar em linha de conta com elas - o que não podem, é serem-lhe assacadas as responsabilidades de uma gestão menos cuidada da minimização dos aborrecimentos e prejuízos daqueles últimos. E essa gestão cuidada justifica-se, mais que não fosse, por razões comerciais e de imagem. Assim: ao longo da demora, informação adequada, e de proximidade; após o cancelamento, minimização do tempo até à nova remarcação, ou o encaminhamento para o hotel, ou para casa de cada um (nestas situações, a SATA, deveria ter prevista a possibilidade do aumento dos postos de atendimento no aeroporto - além do seu balcão de atendimento normal). Isso não sucedendo, ficam as irritações da maçada, as de ouvir os comentários em português sobre o país que temos, e de ver o manear da cabeça dos turistas e dos seus comentários, que não se percebem, mas que se adivinham (comentários, talvez, injustos, sabe-se lá, relativamente ao que sucede nos seus países).

Obviamente, não está em causa, muito pelo contrário, o profissionalismo e a correcção dos funcionários da SATA, metidos naqueles trabalhos.

4 de janeiro de 2010

Diversas imagens e artigos sobre o espaço



As imagens acima foram retiradas da NASA - a última é de Neptuno e Tritão (podem clicar em cima para acederem a uma versão ampliada).

Leituras de Dezembro sobre o espaço - as notícias sobre os exo-planetas são cada vez mais magníficas:

Waterworld planet is more Earth-like than any discovered before | Science | guardian.co.uk: "Astronomers spotted the waterworld orbiting a star in our cosmic backyard, raising the chances that we will eventually discover planets suitable for life" .

'Zona habitável' terá de incluir planetas exteriores - Ciência - DN

Exoplanetary Thoughts for 2010 | Centauri Dreams 



Possible habitable zones around stars. Credit: Kepler mission

Kepler Discovers Planets-like Objects Hotter Than Stars | Universe Today: "The Kepler mission announced the discovery of 5 new extrasolar planets today at the American Astronomical Society meeting in Washington, DC, each with some very unusual properties. But additionally, the space telescope has spotted some Jupiter-sized objects orbiting stars, and these objects are hotter than the host star. The science team has no idea what these objects could be, but they are part of 100 planetary candidates Kepler has observed that are still being analyzed. The Kepler mission's objective is to search for Earth-size planets in the habitable zones of other stars, and the planets announced today are comparable in size to Neptune, Jupiter and the other gas giants of our solar system but are substantially less dense. This first set of five new planets discovered by the Kepler mission was discovered in the first six weeks of the telescope's operation. 'The quick discovery indicates that Kepler is performing well,' said William Borucki, from NASA's Ames Research Center." 



Intergalactic Connection is Older, Longer than Thought | Universe Today
_____________
PS: Faltou esta:



Dual Black Holes Spinning in a Cosmic Dance – Complete with Disco Ball | Universe Today: "Astronomers have discovered 33 pairs of merging black holes in cosmic dances around each other, a finding that was predicted or 'choreographed' by Isaac Newton. 'These results are significant because we now know that these 'waltzing' black holes are much more common than previously known,' said Dr. Julia Comerford of the University of California, Berkeley, at the American Astronomical Society meeting in Washington, DC. 'Galaxy mergers are causing the waltzing, can use this finding to determine how often mergers occur. The black holes dancing towards us are red-shifted with blue light, and those moving away from us are shifted toward the red. So it is like a cosmic disco ball showing us where the black holes are dancing.'" 

E continua ... diversas leituras feitas em Dezembro sobre as questões das alterações climáticas (IV)

Continuando no trabalho de limpeza do que se foi acumulando em Dezembro, e com a esperança do efeito acumulado dos títulos se traduzir em efeitos sinergéticos na consciência dos leitores [:)]: 




3 de janeiro de 2010

Enquanto isso, na China, e isso é uma boa notícia para o planeta, levam a sério a questão da eficiência energética e das energias renováveis

O crescimento económico chinês, para lá de ter alçado a China à posição de segunda maior economia mundial e de maior emitente de gases de estufa em termos globais - (em termos per capita, continuam os EUA a liderar) - não iludiu a sua liderança política quanto à necessidade estratégica imperiosa de jogar na eficiência energética e sobre a necessidade estratégica imperiosa de aproveitar o potencial económico associado ao desenvolvimento tecnológico das energias renováveis, e à utilização, maciça, extensiva, destas.

A liderança política chinesa - apesar de todos os defeitos, e pecados congénitos do regime que a sustenta - tem a inteligência de recusar ser condicionada pela cegueira egoista e sem futuro dos interesses das indústrias fósseis - petrolíferas norte-americanas, países produtores - e isto, mesmo entrando em linha de conta a dependência da economia chinesa do carvão - e isso passa ao lado de uma certa opinião pública que não sabe, não quer saber, e despreza como bizarria ecológica, ou desvio esquerdizante, tudo o que se relaciona com ambiente, aquecimento global, etc., por despeito ideológico, e/ou sombranceria pessoal e/ou iliteracia científica.

Green Giant: Beijing’s crash program for clean energy. « Climate Progress: "“China is going to eat our lunch and take our jobs on clean energy — an industry that we largely invented — and they are going to do it with a managed economy we don’t have and don’t want,” as I’ve said. Our only chance of matching them is to pass the bipartisan climate and clean energy bill. Two new articles underscore America’s challenge. The first is a short Reuters piece on China’s new renewables law, and the second is a long New Yorker piece. Reuters reported Sunday: A new Chinese law requires power grid operators to buy all the electricity produced by renewable energy generators, in a move that will increase the proportion of energy that comes from renewable sources in coal-dependent China. The amendment to the 2006 renewable energy law was adopted on Saturday by the standing committee of the National People’s Congress, China’s legislature, the Xinhua news agency said. The amendment also gives authority to the State Council energy department, together with the State Council finance department and the state power authority, to “determine the proportion of renewable energy power generation to the overall generating capacity for a certain period.”"

China’s 863 Program, a crash program for clean energy : The New Yorker: "Then, in 2001, Chinese officials abruptly expanded one program in particular: energy technology. The reasons were clear. Once the largest oil exporter in East Asia, China was now adding more than two thousand cars a day and importing millions of barrels; its energy security hinged on a flotilla of tankers stretched across distant seas. Meanwhile, China was getting nearly eighty per cent of its electricity from coal, which was rendering the air in much of the country unbreathable and hastening climate changes that could undermine China’s future stability. Rising sea levels were on pace to create more refugees in China than in any other country, even Bangladesh. In 2006, Chinese leaders redoubled their commitment to new energy technology; they boosted funding for research and set targets for installing wind turbines, solar panels, hydroelectric dams, and other renewable sources of energy that were higher than goals in the United States. China doubled its wind-power capacity that year, then doubled it again the next year, and the year after. The country had virtually no solar industry in 2003; five years later, it was manufacturing more solar cells than any other country, winning customers from foreign companies that had invented the technology in the first place.  

As President Hu Jintao, a political heir of Deng Xiaoping, put it in October of this year, China must “seize preëmptive opportunities in the new round of the global energy revolution.”"

China to be 3rd biggest wind power producer: "China is set to become the world's third largest wind power producer in 2009, state media reported, as the Asian giant seeks various ways to expand energy supply to power its economic boom. The country's installed wind power capacity will reach 20 gigawatts this year,[...] That will lift China to surpass Spain and become the world's third biggest wind power producer after the United States and Germany, the report said. The United States had 25.2 gigawatts in installed capacity of wind power in 2008, or 20.8 percent of the world's total, compared with China's capacity of 12.2 gigawatts, [...]." 

O Canibais e Reis promete falar dos Açores - ficámos a aguardar (com curiosidade)


[Imagem retirada daqui]

O Canibais e Reis é um blogue que aborda as questões de nutrição de uma perspectiva que não deve nada à "conventional wisdom" existente no meio, o que torna muita interessante a sua promessa de, em próximo futuro, vir a falar dos Açores. No entretanto, remete-nos para uma livro de receitas culinárias açorianas, em Canibais e Reis » Blog Archive » Deliciosas receitas tradicionais e gourmet dos Açores, por João Vasconcelos Costa, autor do livro “O Gosto de Comer” (recomendado).

Uma tema recorrente no Canibais e Reis é o do mérito da denominada dieta paleolítica - a sua "rationale" é simples: os seres humanos, e as espécies que antecederam o homem sapiens sapiens, foram moldados pela evolução a comeram de uma dada maneira; com o neolítico - agriculturização e sedentarização, e domesticação dos animais - esse padrão de alimentação foi distorcido, e começaram grande parte dos problemas  de saúde conhecidos (alguns apelindam-os de civilizacionais),  e logo, todas as dificuldades de eficiência (e de eficácia) que atormentam os gestores actuais dos Sistemas Nacionais (e Regionais) de Saúde.

Esta idéia - a de nos devermos  aproximar do perfil de nutrição dos homens paleolíticos [é o que tenho vindo a fazer com clara vantagem] - tem vindo a fazer o seu caminho. Um artigo recente do Washington Post começava assim: "Here's a question for the weight-conscious: How often do you see a fat caveman? Exactly. [...]. What's their secret? Surely it's great exercise to be out chasing woolly mammoths and foraging for berries all day. And it helped that there were no Fruity Pebbles or venti white chocolate mochas hundreds of generations ago. But, seriously, what if we ate like our Paleolithic ancestors? That would be lots of lean meats, nuts, fresh fruits and vegetables; no grains, salt, sugar, legumes or dairy products. Some people do, and it's called the Paleo diet -- short for Paleolithic, which refers to the era before agriculture took hold, a movement away from a hunter-gatherer lifestyle that resulted in settled societies, and, eventually, Twinkies and couch potatoes." Podem aceder a todo o artigo em Canibais e Reis » Blog Archive » “Dieta paleolítica, tão simples que até os homens das cavernas a seguiam”, um artigo publicado no Washington Post.

Esta interpretação é validada pela observação do estado de saúde (muito melhor do que o nosso) dos povos "primitivos" ainda existentes, cuja alimentação não foi ainda contaminada pelo tipo de influências neolíticas, principalmente, das que se implantaram muito mais próximo de nós, com a industrialização da agricultura. Vejam este pdf (muito interessante): "Nasty, brutish & short" The Weston A. Price Foundation. [nota do Canibais e Reis, de 31 de Dezembro último].

Para mais informação sobre este tópico, ver o Canibais e Reis, e o site da Nutriscience.
____________
PS: Isto, que se diz aqui: Ten million Britons at risk from cancer, reveals new research | Science | The Observer: "One in six Britons with high blood-sugar levels faces a greater danger of developing cancer, according to new research.", cruza com aquilo que se diz acima.

2 de janeiro de 2010

E continua ... diversas leituras feitas em Dezembro sobre as questões das alterações climáticas (III)


E mais uma nota de arrumação: o objectivo deste tipo de nota é ver se se crio junto da consciência dos meus parcos leitores - (não me estou a queixar: prefiro poucos e bons) - uma "mancha" de preocupação. Para isso, penso que bastará a maior parte das vezes ler o título das referências indicadas abaixo:
 

E continua ... diversas leituras feitas em Dezembro sobre as questões das alterações climáticas (II)

A segunda nota de leituras de Dezembro sobre as questões do clima (preocupem-se, mas se não estiveram virados para isso, uma segunda boa década do século XXI, são os meus votos sinceros):

E continua ... diversas leituras feitas em Dezembro sobre as questões das alterações climáticas (I)

Acumulei muito material durante o mês de Dezembro: vou começar a colocá-lo à vista de todos. Este é a primeira nota de arrumação:
  • The coming climate panic? « Climate Progress: "Will U.S. conservatives usher in the era of permanently big government? January 1, 2010 This decade will largely determine whether humanity gets on the path to a low-carbon economy fast enough to avert catastrophic climate change. And the single biggest obstacle to action today is the same as it’s been for two decades anti-science conservatives. As Revkin explained in 2008 piece about a major conference of disinformers, “The one thing all the attendees seem to share is a deep dislike for mandatory restrictions on greenhouse gases.” What unites these people is their desire to delay or stop action to cut GHGs, not any one particular view on the climate (see Krauthammer, Part 2: The real reason conservatives don’t believe in climate science)." I have made a different argument in my book and on this blog if you hate government intrusion into people’s lives, you’d better stop catastrophic global warming, because nothing drives a country more towards activist government than scarcity and deprivation. Small, relatively unintrusive democratic government works best when there is abundance and prosperity, so people and cities and states and countries aren’t fighting over critical necessities and other matters of life and death (see “Veterans Day, 2029“). 
  •  
  • The denial industry case notes | George Monbiot | Environment | guardian.co.uk: "My Guardian Comment column this week is about how the climate denial industry achieves its aims. What follows is a list of footnotes and references to go with that article" e The climate denial industry is out to dupe the public. And it's working | George Monbiot | Comment is free | The Guardian: "Think environmentalists are stooges? You're the unwitting recruit of a hugely powerful oil lobbyI've got the proof. Read the case notes for this article here" 
  •  
  • Anti-science groups funded by ExxonMobil hype email story « Climate Progress: "[...] Note that the oil giant had said it would stop funding the anti-scientific disinformers, but that was one more lie (see “Another ExxonMobil deceit: They are still funding climate science disinformers despite public pledge“). Over the past decade, oil giant Exxon Mobil has paid millions to organizations and “think tanks” in an attempt to deceive the public about the science behind global climate change. It’s no surprise that those very same organizations are now doing everything in their power to please their benefactor by drawing attention to the so-called “Climategate” scandal involving hacked emails from the University of East Anglia in England." 
  •  
  • Copenhagen climate summit: Nearly half the world will suffer from water shortages 'within 30 years| Climate Ark': "Global leaders gathering at the Copenhagen climate change summit urgently need to address the fact that 40pc of the world will suffer from water shortages within 30 years, according to the chief executive of Suez Environnement, Europe's second biggest water company."

31 de dezembro de 2009

E continua ... A prova de que não há consenso científico sobre a responsabilidade humana no aquecimento global

"One of the memes I’ve heard recently in the climate debate is that there is no scientific consensus — that there is actually strong disagreement.

The main basis of this argument is that 31,486 dissenting scientists have signed a petition against the belief that Global Warming is man made at the PetitionProject.org."

Ora, nada melhor do que uma imagem para tira-teimas:





Mas, fica mais esclarecedor se atentar na imagem seguinte (clicar para ver as versões maiores das duas imagens):

 


The Big Picture » Blog Archive » Statistics: Scientific Consensus on Climate Change?

PS: Não vá o diabo tecê-las: a epígrafe desta nota foi escrita em tom irónico!

O porquê do frio


Polar Pressure, Snowstorms and Sea Ice - Dot Earth Blog - NYTimes.com:
"The unusual pattern of atmospheric high and low pressure over and around the Arctic that has contributed to the recent snow and cold from Alabama to Washington, to East Anglia, England (and rain and warmth along the west coast of Greenland) is also an important influence on the shifting sheath of sea ice on the Arctic Ocean. Several specialists studying Arctic sea ice told me that there’s a good chance that, if current conditions persist, the ice this spring could be in better shape than it has been over the last few years. In all of this, though, it’s important to step back from the lure of the moment, which quickly attracts bursts of attention from climate commentators when conditions favor one view or another, and examine long-term trends." 

"[...]Over all, Dr. Rigor says, the enduring trend is toward diminishing sea ice in summers. He and many other Arctic specialists say that human-caused climate change is undoubtedly playing a role, but one still largely hidden amid layers of complex natural influences and variability."

E continua ... Hansen fala do CO2


What CO2 Means For You James Hansen Big Think

E continua ... Hansen fala do seu livro e do que pode suceder


The Science of Global Catastrophe James Hansen Big Think

29 de dezembro de 2009

Só pode ser brincadeira!

Deve ser brincadeira de fim de ano - não acredito nisto. :ILHAS: Irreal social: "Irreal social: «Castanheira Barros, candidato à liderança do Partido Social-democrata (PSD), defende a construção de dois túneis entre o Faial e o Pico e um outro desta ilha para S. Jorge (...)».

Fiz um comentário a esta nota do :Ilhas, se estiverem interessados.