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17 de junho de 2012

Fim da linha

Agora, penso eu, é que é de vez. 

Não só deixo de escrever no blogue como o retiro da situação. Estou a referi-lo só por uma questão de educação porque ainda existe um número reduzido de pessoas que o visitam ocasionalmente. Estive fora por alguns meses devido a uma questão de saúde, e por isso e por falta de vontade, isto deixou de ter actividade. 

Vou fazer, no entanto, algo antes de acabar: vou despejar - é, de facto, o termo - todas as notas não publicadas e não editadas (e são muitas). É material, totalmente, em bruto. É uma forma de ter todo esse material "arrumado" no mesmo sítio do blogue arquivado, e pode proporcionar ainda alguma leitura. Em todo o caso, é capaz do resultado ser interessante. Daí que o Notas II (não haverá um Notas III) ainda permanece por algum tempo. até essa arrumação estar concluída.

A publicação irá proceder do material mais moderno para o mais recente. Repito: material não sujeito a qualquer processo de edição.

Boas!

9 de fevereiro de 2011

Autocrítica

É a tentativa de dar um safanão a mim próprio, de me comprometer publicamente (tomemos o publicamente com um bocado de sal, e uma forte dose de ironia). Não estou a cumprir com aquilo que me propunha a fazer nesta fase deste blogue: a saber, mais opinião; dar vazão às minhas irritações e perplexidades mais recentes: por exemplo, compensações, estatísticas, referências aos Açores noutros blogues, o que foi dito nas anteriores eleições ....; e muita menos informação, muito menos referências.

Pois! Mas estou a cair no padrão anterior, porque dá menos trabalho, e o custo de oportunidade em termos de leituras e de outras coisas, enfim, não sendo elevado, não é nulo. Daquele programa aquilo que consegui  concretizar foi só atenuar o ritmo de saída das referências, mas, no entanto, só de notas não publicadas, com origem em outras tantas referências - tudo material com interesse, claro - tenho quinze.

A ver vamos. Para já, no imediato, mais referências ...

PS: No entretanto, juntei ao Notas II uma aplicação, Apture, que através do sublinhar de uma palavra, ou frase, faz-nos aceder a informação coligida de outras fontes. Para mais informação ir ao Canibais e Reis.

23 de janeiro de 2011

Notas II

... "mas, agora, quanto baste, e a ver vamos ..." como propósito orientador desta nova fase do blogue. Mais ligeiro, mais opinativo e menos obsessivo, e a manter enquanto for agradável fazê-lo - quando deixar de o ser, é para entrar de férias, aguardando um eventual Notas III.

Uma diferença significativa desta fase será que o referenciar de informação sobre alguns temas deixará de ter a extensão anterior. A ideia de que a informação, só por si, transforma alguma coisa, é algo cuja inanidade resolvi, intelectualmente, há muito tempo, mas não emocionalmente: está-me no meu ADN comportamental, e daí o carácter compulsivo e obsessivo da minha relação com ela. Mas, continua um resquício importante dessa fixação: os meus compartilhados do Google Reader e do Delicious, e o que vai saindo em blogues que acompanho.

Reatei o blogue porque a minha irritação com uma série de coisas foi aumentando, ao longo das últimas semanas, e, logo, também, a necessidade de zurzi-las de algum modo, por uma questão de bem-estar mental. Ainda que já fora do tempo, tenciono revisitar algumas dessas irritações.

PS: Uma chamada de atenção para os eventuais distraídos: entre esta nota e a anterior decorreu quase um ano.

12 de março de 2010

É assim...

Foram 2100 notas. Foram as suficientes.

É assim: ainda hoje enviava a um amigo uma mensagem onde referia a possibilidade de colocar no blogue material relativo ao que se passou na Madeira, mas decidi, no entretanto, que era tempo de terminar com esta experiência - já há algum tempo me ponha essa possibilidade. Foi uma experiência gratificante, esta de ter um blogue. No entanto, já ultrapassou a sua utilidade, e por isso dou-a por terminada.

Não encerro o blogue porque tem muita informação e poderá ser ainda útil a alguém. Mantenho a ligação à minha conta do Delicious, e por essa via, poderá ter, também, alguma utilidade.

Agradeço às pessoas que foram frequentado o "Notas" ao longo deste tempo.

18 de outubro de 2009

Reflexões sobre os blogues

Chris Blattman, economista, especialista em economia do desenvolvimento, discute em Is this my final blog post? o proveito que tem retirado do seu blogue - merece ser lido.

15 de outubro de 2009

Da utilização dos blogues para aprender

Faz sentido:

"TYLER COWEN writes:

Chess players who train with computers are much stronger for it. They test their intuitions and receive rapid feedback as to what works, simply by running their program. People who learn economics through the blogosphere also receive feedback, especially if they sample dialogue across a number of blogs of differing perspectives. The feedback comes from which arguments other people found convincing. Do the points you wanted to hold firm on, or cede, correspond to the evolution of the dialogue? This feedback is not as accurate as Rybka but it's an ongoing test of your fluid intelligence and your ability to revise your opinion. Not many outsiders understand what a powerful learning mechanism the blogosphere has set in place."

Continuar a ler em A proposition Free exchange Economist.com

11 de julho de 2009

Ainda sobre o Blasfémias...

Bem, não percebo o que se passa: não consigo publicar o meu comentário no Blasfémias, ou, para ser mais preciso, comentários com conteúdos relativos à discussão em causa. Eu explico. À quarta tentativa consegui publicar o comentário # 106 (ver aqui). Animado, tentei de novo a publicação do "copy and paste" e não consegui. Pressupôs que estaria a ir de encontro a alguma restrição técnica - no entretanto, activada - e tentei, de novo, passar, pelo menos, o link para o tal artigo (transcrição):


"De novo o mesmo problema. Não consegui publicar o "copy and paste". Interessante - não deve ser, presumo um qualquer problema de capacidade: os outros foram publicados. Naturalmente, posso indicar o link para o tal artigo: http://www.grist.org/article/Looking-for-validation/ sobre o trabalho dos climatologistas com os modelos. Recomendo a sua leitura."

Ora bem, não tive qualquer resultado. Não percebo, mas gostaria de perceber.
PS: Com o Google Chrome fechado, tentei, de novo, reproduzir esta nota como comentário no Blasfémias - não consegui!

25 de maio de 2009

...

Espero que desta feita, o regresso ao trabalho no blogue, seja mesmo seguro, embora o meu computador não esteja ainda nos conformes (estou a trabalhar no velhinho, devidamente "upgraded") - e, [recado a mim, e a quem possa ser útil] nunca deixar de recuperar as disquetes de recuperação do sistema quando se compra um computador novo: os aborrecimentos dessa falta de cuidado podem levar anos a chegar, mas chegam.
A quantidade de coisas que fui acumulando, é grande: o "exagero" da multiplicação das notas neste blogue deve acontecer em proporção.

2 de maio de 2009

Problemas (III)

Não resolvi, ainda, os problemas com o meu computador - esta nota foi introduzida através de um outro computador. O tempo que levam os consertos...

6 de abril de 2009

Problemas (II)

Tenho o computador mesmo em mau estado. Terá de passar por uma cura violenta. No entretanto, visitem a secção do blogue "Sem comentário", na coluna da direita: tem material com interesse, nomeadamente sobre a conjuntura.

5 de abril de 2009

Problemas

A interrupção (já vai numa semana) das notas decorre de problemas que tive no computador - aliás, ainda não totalmente resolvidos. As minhas desculpas.

20 de janeiro de 2009

Na coluna da direita, neste blogue

A secção deste blogue "Sem comentário" - a epígrafe já não é adequada, de um ponto de vista estrito, já que, de vez em quando, até surge um - tem recebido material novo.

17 de novembro de 2008

Referência ao "Notas"

Pedro Arruda faz uma referência simpática a este blogue, numa entrevista (interessante) que lhe foi feita hoje pelo Açoriano Oriental, no quinto aniversário do blogue :Ilhas, de que foi um dos co-fundadores. Agradeço-lhe a lembrança.

16 de outubro de 2008

Conjuntura económica: mais ...

Há mais sobre a conjuntura económica (mas não só) na secção deste blogue "Sem comentário" - coluna à direita. A situação continua em devir completo e não se podem arredar quaisquer cenários - certo parece ser que a crise está a contaminar a economia real e aquilo que aí vem vai ser, nas palavras de Krugman, "nasty, brutish, and long".


No entretanto, eu sugiro a leitura deste artigo de J Bradford DeLong: Will partially nationalising US banks stave off a depression? Comment is free guardian.co.uk onde se historia o processo de sucessão de planos para debelar a crise financeira. Vejam como é que termina: "If Plan F fails, we move to Plan G: we pull the Keynesian fire alarm and begin an enormous government infrastructure building programme in the whole North Atlantic to keep away depression. But as of now there is every reason to hope that it will work - that this time, for sure, what our magicians pull out of the hat will be the desired rabbit."

12 de outubro de 2008

"Sem comentário" - as últimas adições

Na secção "Sem comentário" - lado direito deste blogue - há muito material novo. A maior parte é sobre a crise - alguns são assustadores. Inspeccionem: é fácil e não dá trabalho.

6 de outubro de 2008

A resposta da Europa à crise financeira

A resposta europeia à crise financeira está a ser adequada? Existem sérias dúvidas. Diversos economistas definem as características que a resposta deve assumir: ver em Crise financière : que faire ? Telos.
No mesmo sentido se pronuncia Wolfgang Münchau, no FT, em The case for a European rescue plan (ver o artigo na seccção "Sem comentário" - aqui, no blogue, na coluna da direita - onde há mais sobre a crise, eleições norte-americanas e, porque não, sobre assuntos relacionados com espaço).

4 de outubro de 2008

"Sem comentário" - as últimas adições

Chamada de atenção para alguns dos artigos e entradas colocados na secção "Sem comentário" - neste blogue, na coluna da direita: um de Joseph Romm, na Gristmill, sobre a leitura dos dados mais recentes do comportamento do gelo, no Árctico, este ano; Paul Krugman e Grasping reality with both hands, sobre a situação da economia dos EUA e ainda, uns pouco mais.

2 de outubro de 2008

Muita mais informação sobre a crise

Na secção "Sem comentário" - aqui, neste blogue, na coluna da direita - muita mais (demasiada) informação sobre a crise financeira: não a li toda (a maioria dos "links" recomendados pelo Economist's View e Consider the Evidence).
Daquilo que li chamo a atenção para os artigos de Robert Reich, de Timothy Garton Ash - refere uma inesperada citação de Adam Smith feita pelo PM chinês -, de Paul Krugman, de Joseph Stiglitz, de Robert Kuttner (The American Prospect Articles: Learning from 1929) e da VOX Eu org.
Há ainda algum material da Gristmill e do Climate Progress - este último refere o parecer da NASA de que a influência solar terá tido, quanto muito, um contributo negligencial para o recente aquecimento global.

30 de setembro de 2008

Ainda a crise financeira ...

Wolfgang Munchau refere o modo como a Suécia resolveu a crise do seu sistema financeiro, no início da década de 90: A lição da Suécia - DiarioEconomico.com. A solução sueca é, na verdade, defendida como sendo a ideal por muitos economistas democratas (o plano Paulson sendo considerado, tão somente, como o possível de arranjar no quadro político actual, e susceptível de ser revisto após a eleição de Obama - veja-se o que este disse hoje a esse respeito). A coluna de Munchau alerta que, contudo, a escala dos problemas, agora, nos EUA, é muito maior.

O plano Paulson não é incontroverso (ver na secção "Sem comentário - neste blogue, na coluna da direita - o artigo de Nouriel Roubini, para o Guardian) e é contestado à direita e à esquerda (ver em Open Left as entradas de ontem e hoje), merecendo a desconfiança de grande parte do povo americano (daí a votação na Câmara dos Representantes), mas é indiscutível que existe o medo generalizado de que tudo possa desabar num novo "1929" se nada for feito de parecido - nesta situação, como dizia um cardiologista da praça, falando outro dia na RTPA, de como os médicos reagem face a um doente com enfarte: ataca-se com os medicamentos (à mão, os possíveis) e discute-se depois o que (comportamentos de risco - leia-se a revolução de Ronald Reagan: a desregulação à outrance) levou ao enfarte. Por uma vez estou de acordo com Bush - convenhamos que é assustador!
Na secção "Sem comentário" inclui uma série de notas e artigos sobre o mesmo assunto - vejam nomeadamente, o artigo de Steven Guess, no Guardian, para uma visão mais ampla de como se chegou aqui.