America Has Never Been So Ripe for Tyranny
agora, sobre as atribulações de um independente de esquerda nestes tempos da III República ...
21 de maio de 2016
Isto tudo pode correr mesmo muito mal
America Has Never Been So Ripe for Tyranny
4 de março de 2012
A questão da moral nos EUA
ASKED to explain his support for Rick Santorum in Michigan's primary, voter Sandy Munro said, "Now what we need is a strong political leader to do something to get us out of the moral slump that we’re in."Mr Santorum would agree, having noted that "Satan has his sights on the United States of America." As would Mitt Romney, who has attacked the decay caused by Barack Obama's "secular agenda". Newt Gingrich has gone the furthest, stating, “A country that has been now since 1963 relentlessly in the courts driving God out of public life shouldn’t be surprised at all the problems we have."But what are these problems? When considering America's moral decline, my first instinct was to look at the crime rate. If Satan is at work in America, he's probably nicking wallets and assaulting old ladies. But over the past several decades the crime rate has fallen dramatically, despite what you may think. The homicide rate has been cut in half since 1991; violent crime and property crime are also way down. Even those pesky kids are committing less crime. There are some caveats to these statistics, as my colleague points out, but I think we can conclude that crime is not the cause of America's moral decline. So let's look elsewhere. Abortion has returned as a hot-button issue, perhaps it is eating away at our moral fiber. Hmm, the abortion rate declined by 8% between 2000 and 2008. Increases in divorce and infidelity could be considered indicators of our moral decay. There's just one problem: according to the Center for Disease Control and Prevention, the divorce rate is the lowest it has been since the early 1970s. This is in part due to the recession, but infidelity is down too.Other areas that might indicate declining virtue are also going against the perceived trend. For example, charitable giving is up after a decline during the recession. The teenage pregnancy rate is at its lowest level in 40 years. And according to Education Week, "the nation’s graduation rate stands at 72 percent, the highest level of high school completion in more than two decades." So where is the evidence of this moral decline?
27 de novembro de 2011
Este é um texto de esquerda, da esquerda pura e dura, da efectiva "análise concreta da situação concreta"
Transcrevi o artigo na totalidade.
Capitalism vs. the Climate | The Nation
6 de setembro de 2011
No que Marx, efectivamente, acertou ...
Karl Marx may have been wrong about communism but he was right about much of capitalism, John Gray writes.As a side-effect of the financial crisis, more and more people are starting to think Karl Marx was right. The great 19th Century German philosopher, economist and revolutionary believed that capitalism was radically unstable.It had a built-in tendency to produce ever larger booms and busts, and over the longer term it was bound to destroy itself.Marx welcomed capitalism's self-destruction. He was confident that a popular revolution would occur and bring a communist system into being that would be more productive and far more humane.Marx was wrong about communism. Where he was prophetically right was in his grasp of the revolution of capitalism. It's not just capitalism's endemic instability that he understood, though in this regard he was far more perceptive than most economists in his day and ours.Marx co-authored The Communist Manifesto with Friedrich Engels
6 de junho de 2011
A leitura adequada para socialistas no dia seguinte às eleições
"Para Augusto Mateus, economista e ex-ministro de António Guterres, Portugal deve diversificar as vendas para novos mercados, em especial para os que crescem depressa. Num estudo realizado para a Caixa Geral de Depósitos (CGD), onde estudou de modo detalhado o desenvolvimento da economia portuguesa, o economista concluiu que, mais importante do que definir onde é que o país deve apostar, é criar o ambiente favorável para que se invista, mas sempre no sector de bens transacionáveis, não regulado. É aí que o país dispõe de vantagens. Para Augusto Mateus há elementos no memorando da troika “que são verdadeiras oportunidades para se fazerem as mudanças necessárias, mas há outros que se forem postos em marcha precipitadamente podem ser negativos”." [continuar a ler em Augusto Mateus: "Onde Portugal é competitivo é na mão-de-obra qualificada" - Economia - PUBLICO.PT]
6 de fevereiro de 2011
A ter em linha de conta
27 de fevereiro de 2010
Leituras sobre a conjuntura (política) portuguesa
- arquivo: O exemplo de Figo| Pedro Adão e Silva: "Dificilmente haverá exemplo mais acabado da disfuncionalidade a que chegou a nossa vida política e económica do que o caso Figo. [...] Mas o caso Figo tem outra face: os partidos, em acentuada trajectória de descrédito social, procuram compensar a credibilidade perdida através de uma colecção de cromos que vai sendo exibida ao lado dos líderes. As máquinas partidárias, devidamente fustigadas, interiorizaram a sua própria falência e vivem deslumbradas com o apoio de uns quantos notáveis. É pouco provável que haja ganhos eleitorais significativos com estas aparições em campanha. As razões das escolhas eleitorais são outras e, paradoxalmente, o investimento nos notáveis convive com uma negligência dos partidos nos factores que enraízam mais as escolhas. [...]"
- arquivo: Sinais de crise sistémica|Pedro Adão e Silva: "[...] Num cenário de degradação genérica da imagem da actividade política, combinada com a sugestão de que há zonas cinzentas de relações promíscuas entre políticos e actividades empresariais, é o próprio sistema que sai corroído. [...]"
- O desmancha prazeres - Visao.pt: "[...]Fernando Nobre é um desmancha-prazeres. Ele pode até ser próximo de Mário Soares - mas os eleitores não o vêem como um socialista e, muito menos, como um homem de partido. Os portugueses têm de Fernando Nobre a ideia de uma espécie de 'santo de serviço' e será difícil denegri-lo com o rótulo de 'politiqueiro', como a candidatura de Alegre já começou a insinuar. A sua intervenção dá resposta aos bonitos discursos dos políticos que apelam à participação dos cidadãos e da sociedade civil na política - escondendo, ao mesmo tempo, a intenção de que essa participação seja devidamente enquadrada partidariamente. Pouco sinceros, os partidos não querem cativar independentes, antes pretendem angariar 'idiotas úteis'.[...]"
17 de fevereiro de 2010
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25 de janeiro de 2010
Ainda sobre Manuel Alegre (II)
29 de novembro de 2009
Enfim, ... nada que não se saiba de há muito
Ler em Causa Nossa: "Chocante, Vital Moreira"
6 de novembro de 2009
O PCP fala da queda do muro de Berlim
16 de outubro de 2009
Uma dada maneira de ver a esquerda
"Os filósofos apenas interpretaram o mundo de diferentes maneiras; o que importa, porém, é modificá-lo" Karl Marx, Teses sobre Feuerbach
10 de outubro de 2009
Relevância actual de Marx
"Is Marx's vision still relevant in the twenty-first century world?
At bottom, Marx's biggest ideas were "critique," "exploitation," "alienation," "ideology," and "class." He also constructed a fairly specific theory of capitalism and capitalist development -- a theory that has historical pluses and minuses -- and a theory of socialism that can be understood along more democratic and more authoritarian lines. We might say that his theory of capitalism was too deeply grounded in the observed experience of mid-nineteenth-century Britain, and his theory of socialism paid too little attention to the crushing possibilities of power wielded by a future socialist state. Too much economics, too little politics in his worldview -- and too much of a Hegelian "necessitarianism" in his expectations about the future.
History has shown us a few things that Marx too would have recognized, with the benefit of another century of experience. History does not conform to a necessary logic of development. Capitalism is not one thing, but a set of institutions that have proven fairly malleable. There is no single "logic of capitalist development." Compromises and institutional accommodations are possible between contending economic classes. Social democracy, democratic socialism, Stalinist communism, fascist dictatorship, and liberal democracy are all feasible political institutions governing "modern" economic development.
So we might take a deep breath, take a step back, and ask a big counterfactual: How might Marx, with his critical eye for inequality and power and his acute sensibilities as a sociologist -- how might this social critic and theorist have processed the social realities of China in Shanghai in the 1980s? [...]"
9 de julho de 2009
Ainda sobre o debate sobre o aquecimento global
"On the Guardian's environment site in particular, and to a lesser extent on threads across the Guardian's output, considered discussion is being drowned in a tide of vituperative gibberish. A few hundred commenters appear to be engaged in a competition to reach the outer limits of stupidity. They post so often and shout so loudly that intelligent debate appears to have fled from many threads, as other posters have simply given up in disgust. I've now reached the point at which I can't be bothered to read beyond the first page or so of comments. It is simply too depressing.
The pattern, where environmental issues are concerned, is always the same. You can raise any issue you like, introduce a dossier of new information, deploy a novel argument, drop a shocking revelation. The comments which follow appear almost to have been pre-written. Whether or not you mentioned it, large numbers will concentrate on climate change – or rather on denying its existence. Another tranche will concentrate on attacking the parentage and lifestyle of the author. Very few address the substance of the article.
I believe that much of this is native idiocy: the infantile blathering of people who have no idea how to engage in debate. Many of the posters appear to have fallen for the nonsense produced by professional climate change deniers, and to have adopted their rhetoric and methods. But it is implausible to suppose that this is all that's going on. As I documented extensively in my book Heat, and as sites like DeSmogBlog and Exxonsecrets show, there is a large and well-funded campaign by oil, coal and electricity companies to insert their views into the media.
They have two main modes of operating: paying people to masquerade as independent experts, and paying people to masquerade as members of the public. These fake "concerned citizens" claim to be worried about a conspiracy by governments and scientists to raise taxes and restrict their freedoms in the name of tackling a non-existent issue. This tactic is called astroturfing. It's a well-trodden technique, also deployed extensively by the tobacco industry. You pay a public relations company to create a fake grassroots (astroturf) movement, composed of people who are paid for their services. They lobby against government attempts to regulate the industry and seek to drown out and discredit people who draw attention to the issues the corporations want the public to ignore.
Considering the lengths to which these companies have gone to insert themselves into publications where there is a risk of exposure, it is inconceivable that they are not making use of the Guardian's threads, where they are protected by the posters' anonymity. Some of the commenters on these threads have been paid to disseminate their nonsense, but we have no means, under the current system, of knowing which ones they are.
Two months ago I read some comments by a person using the moniker scunnered52, whose tone and content reminded me of material published by professional deniers. I called him out, asking "Is my suspicion correct? How about providing a verifiable identity to lay this concern to rest?" I repeated my challenge in another thread. He used distraction and avoidance in his replies, but would not answer or even address my question, which gave me the strong impression that my suspicion was correct. " Só idiotas, e idiotas ignorantes, não contemporâneos do seu tempo, é que pensam que o assunto não é sério, mesmo do ponto de vista político, e, principalmente, mesmo do ponto de vista da esquerda - o Bloco de Esquerda, tão esquerda esquerda, tão esquerda intelectual, tão esquerda moderna, tem neste aspecto um bom indicador do que é efectivamente; a ser algo de sério, à esquerda, deveria ser também o partido do combate ao aquecimento global, o partido da eficiência energética, etc. etc. (o PS de Sócrates - repito, o de Sócrates - está muito mais à frente deles, nessas matérias).
24 de fevereiro de 2009
Algo só para quem conhece o que se passou...
11 de fevereiro de 2009
À esquerda da esquerda
12 de janeiro de 2009
O regresso a Marx
17 de dezembro de 2008
A dita discussão das esquerdas
No entretanto, Vital Moreira lembra a diferença entre o PS e os partidos à sua esquerda (Causa Nossa). De acordo com a tipologia...
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(1) Em Portugal o problema agrava-se: não se pensa - (não pensa a esquerda; não pensa a direita) - afirma-o João Wengorovius Meneses, em Projectar o futuro - DiarioEconomico.com:
"... Em Portugal pensa-se pouco e mal. Num contexto de sociedades do conhecimento e de realidades crescentemente complexas, dinâmicas e interdependentes, é incompreensível que não haja, em Portugal, centros de pensamento capazes de dinamizar e catalisar novas e melhores respostas aos desafios económicos, sociais e ambientais que enfrentamos..."
16 de dezembro de 2008
O que prometi na anterior nota...
Aí têm a transcrição da parte do artigo de Miguel Sousa Tavares, Expresso: Francamente, para que serve o PSD? que considero ser de relevar, porque (a meu ver) faz um bom juízo de realidade quanto às percepções que os cidadãos e os políticos têm de si próprios, dos outros, e da democracia.
Na verdade, é algo que não merece a devida atenção na opinião pública - é conhecido do desamor da população pela classe política; o que se escamoteia é o facto de ser convicção (objectiva - nunca subjectiva, entenda-mo-nos) da classe política, que os cidadãos são seres unidimensionais, acriançados, que se movem pela estrita satisfação das suas pulsões básicas, insusceptíveis de serem formados e informados. Essa convicação desobriga a classe política de fazer, ou de tentar fazer política de modo diferente. Ao longo dos anos da democracia, em consequência desse tipo de actuação, e como seria de esperar, o comportamento dos cidadãos acaba por se configurar exactamente de acordo com essa percepção (falta de interesse; alheamento; as pessoas não votam; as pessoas não querem saber...). A classe política desculpa-se com as atitudes dos cidadãos, que, em primeiro lugar, contribuiu para se formarem assim - vi isto no debate do Portugal Direct em que participei, há dias atrás (aqui).
A transcrição:- "Eu sei que a política - e a política de oposição - tem de continuar a ser feita todos os dias, com crise ou sem crise. Mas talvez o que esteja errado seja a cultura de oposição entre nós e a própria forma de fazer política. Um estudo recentemente divulgado diz que só 28,5% dos eleitores portugueses estão satisfeitos com a democracia. O número é, sem dúvida, chocante, mas deve ser visto no seu contexto e o contexto é a maneira de pensar do Zé Povinho. Os portugueses confundem a qualidade da democracia com várias outras coisas que não têm que ver com isso: a sua situação pessoal, a situação económica, a qualidade da representação política. A democracia não governa necessariamente melhor nem pior do que a ditadura, nem resolve melhor ou pior os problemas pessoais de cada um ou a situação económica - embora haja vários estudos que comprovam que, em África, por exemplo, os países economicamente mais desenvolvidos são aqueles onde a democracia está também mais implantada. Mas o que a democracia tem de diferente da ditadura é que os erros, a má governação, a corrupção, são publicamente expostos e livremente criticados e a todo o tempo pode-se punir politicamente os responsáveis e mudar o pessoal.
A qualidade do pessoal político e os seus usos e costumes é o que determina a qualidade da democracia - e esse é o segundo erro de análise política do português comum, quando interrogado em inquéritos destes. O português acha sempre que o país se divide entre 'eles' - os políticos - e 'nós', os eleitores. E que 'nós' somos infinitamente melhores, mais puros e mais honestos do que 'eles' - os quais, sem excepção, só vão para a política para se servirem e não para servirem o país. O português comum, em auto-retrato, é um cidadão exemplar: trabalha que se desunha, nunca faz ronha nem mete falsas baixas, não aldraba o patrão nem os vizinhos, não esconde um euro dos impostos, preocupa-se com a comunidade, pensa sempre primeiro nos interesses do país antes de pensar nos seus próprios. Mas, desgraçadamente, é servido por políticos que são o oposto disto. Por isso, não está 'satisfeito' com a democracia.
Em retribuição, o grosso da classe política tem tanta consideração pelo povo quanto o povo tem por eles. A diferença é que não alimenta falsas ilusões: sabe que representa o espelho fiel da nação, que, aliás, lhe cabe representar. O que é grave , no tal estudo, não é, pois, que menos de 30% dos eleitores se declarem satisfeitos com a democracia; é que só 60% dos deputados digam isso também..."
24 de novembro de 2008
Correia de Campos sobre Manuel Alegre
- "A pessoa de Alegre é incontornável, o que lhe acarreta imensas responsabilidades. Pede-se-lhe análise objectiva, não apenas comentário de conjuntura; solidez de argumentos, não apenas posicionamentos; alternativas, não apenas críticas; perspectiva estratégica, não apenas referência a esperanças de mudança; política de alianças para a governabilidade, não apenas simpatias de circunstância; postura construtiva, não apenas capital de queixa. Surpreende a ausência de qualquer posição estruturada sobre as políticas públicas de natureza social, levando a recear que prefira o imobilismo. Defende o controlo das contas públicas, mas não parece aceitar que ele só foi possível com ganhos de eficiência e esforço de sustentabilidade na saúde, na educação, na fiscalidade, na segurança social, na administração pública. Ao primeiro rugir das corporações ou dos interesses, Alegre coloca-se contra as reformas, sem entender a ligação inversa entre ambas. Ignora as escolhas que é necessário fazer todos os dias, entre manter tudo como estava, ineficaz, ineficiente, dispendioso, sem qualidade nem futuro, ou escolher o árduo caminho dos cortes na gordura, da reorientação do gasto, da prevalência do interesse público sobre o interesse de pessoas, grupos, profissões ou corporações. Alegre necessitaria do triplo do orçamento para governar. Assim todos seriam felizes, embora o país se projectasse na falência. Mas o que mais surpreende num político com a sua história e experiência é a ingenuidade com que se dispõe a pactuar com parceiros que nunca pretenderão governar, formatados para criticar, corroer, maldizer e impedir um governo à esquerda. De resto, reduz tudo a uma só aliança, com o BE. Entenderá Alegre, que pode aspirar a nova candidatura à Presidência, só com o BE, os independentes dos blogues, o PC a engolir mais um sapo, o PS por arrasto, a completar a aritmética de maioria? Com parceiros que se servirão dele como megafone do protesto, descartando-o, depois, por falta de pilhas?"