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9 de maio de 2012

Enquanto isso, a situação económica a nível mundial é a seguinte:

Um ponto da situação económica mundial, interessante a diversos títulos. O bold é meu.


[....] In the first place these massive liquidity injections are not self sustaining, ie they give things a hefty push forward but even so they  don’t manage to jump start the various economies, especially in the developed world. They work for a bit, and then run out of steam. The fact that they systematically run out of steam tells me, at any rate, that something somewhere is broken, and that re-iterated injections on their own won’t sort the problem out.  

In Japan this very same “something” has now been broken since 1992, and continual liquidity injections and mounting government debt have not made it better. This is not the point to go in depth into what the something is, my story on this is scattered here and there across the various pieces of analysis I write. Suffice it to say that excessive debt and rapid population ageing have to form part of the picture. Both constitute an important drag on growth. But the principal aim of this post  isn’t to add to the debate about what it is that broken, it is simply to plead for a recognition that something is, and that, as a result, the situation won’t simply “right” itself. This time there is no hidden helping hand.

What the various liquidity injections do do is buy time. Some people scorn that, and would rather take their armageddon full face and now. Each to his taste. If I get to die tomorrow and rather than  today I am not ungrateful. [....]


6 de novembro de 2011

Análise exemplar ...

É um artigo que foi referenciado como exemplar por uns quantos. 

No entretanto, permitam-me destacar uma frase do que se diz abaixo, e que descreve bem as angústias dos anti-economicistas:
Já dizia o poeta britânico A.E. Housman que pensar que dois e dois são quatro, e não cinco ou três, tornou há muito o coração do homem pesaroso, o qual permanecerá assim por muito mais tempo. 


Bem-aventurados os credores, porque possuirão a terra. Não se trata do Sermão da Montanha, muito embora os credores acreditem nele: se fôssemos todos credores não teríamos dívidas por pagar nem crises financeiras.

No entender dos credores, é assim que nos devemos comportar. Pois bem, estão errados. Como o mundo não pode negociar com Marte, os credores são inseparáveis dos devedores. Aqueles têm de acumular activos sobre estes, ou seja, acabam por tornar-se vítimas da sua própria armadilha.

Três das quatro maiores economias do mundo - China, Alemanha e Japão - são credores, gerem excedentes da balança corrente em tempos de bonança e de crise, e julgam-se no direito de repreender os devedores acerca das suas loucuras. A China, superpotência ascendente, adora admoestar os EUA pela sua imprudência. O Japão, aliado dos EUA, é mais discreto. No caso da Alemanha, as suas ambições estão mais perto de casa, uma vez que deseja transformar os seus parceiros da zona euro em bons alemães.

18 de março de 2011

Energias renováveis, Portugal, nuclear, Japão ....

Desde há algum tempo a estratégia energética seguida pelos governos Sócrates tem sido sujeita a críticas incidindo sobre o seu custo relativo face a outras alternativas - a necessidade de subsidiação do arranque das renováveis traduz-se no encarecimento da energia quer para as famílias, quer para as empresas; a ênfase nas renováveis, particularmente, da energia eólica, pelas características da produção desta, leva a resultados ineficientes do ponto de vista económico e tecnológico, etc., etc. Muitas destas críticas são articuladas por quem considera a opção nuclear como algo, no mínimo, a exigir discussão em Portugal, na perspetiva da construção de uma, ou duas centrais nucleares, no nosso país. Eu fui acumulando informação sobre a polémica, mas nunca a estudei, e logo não estou em condições de emitir um juízo sobre ela - podem ler o que diz o blogue A ciência é neutra a esse respeito.

O meu partis pris nessa questão foi sempre o de que se deve apostar em primeiro lugar, e de modo enfático, na eficiência energética; em segundo lugar, nas renováveis, com respeito, sempre, pelas restrições económicas e financeiras aplicáveis em cada caso. Entendia e entendo, por um lado, que o necessário encarecimento do preço de energia decorrente da aposta nas renováveis se poderia justificar como prémio de seguro contra os riscos (desde sempre previsíveis e inevitáveis) do aumento do preço do petróleo e da extrema dependência do País do fornecimento dos combustíveis fósseis; por outro, entendia que esse sobre-custo seria um custo admissível pelo fato do  País ser um dos primeiros a encetar, de modo tão extensivo, uma estratégia desse tipo. Como pano de fundo haveria ainda tudo aquilo que diz respeito à emissão de gases de estufa. No entanto, encarei aquela polémica como podendo carrear elementos sérios para qualificar a tempestividade da aposta, quer a dimensão efetiva dos custos  - uma estratégia adequada pode transformar-se num desastre se for mal operacionalizada, e acontece estarmos em Portugal. O tempo dirá do mérito da aposta de Sócrates, e espero que o considere significativo.

19 de julho de 2009

Da importância das escolas

José Cutileiro, na edição de ontem, do Expresso, congratula-se com o facto da opinião-pública britânica ser, agora, maioritariamente, a favor da participação militar do RU no Afeganistão. Para se perceber a satisfação do embaixador, será útil ler: Op-Ed Columnist - Teacher, Can We Leave Now? No. - NYTimes.com. Entre outras coisas, o artigo de Friedman informa que, desde 2007, os Talibã destruirão 640 escolas naquele país e 350 no Paquistão, das quais 80 % são escolas para raparigas.
PS: Sobre o mesmo tópico, ver, neste blogue, aqui.

16 de fevereiro de 2009

Japão: situação económica

"Well, it isn’t only in Europe that we are having a hard time of things. Last week Kazuo Momma, head of the Bank of Japan’s research and statistics department, warned that Japan’s economy now faced an “unimaginable” contraction [...]".

17 de janeiro de 2009

Coisas tristes (V)

Desde o primeiro momento fui, totalmente, contra a II Guerra do Iraque; fui, mesmo antes do primeiro momento - o 11 de Setembro - a favor da invasão do Afeganistão. A minha posição, no segundo caso, resultou (nomeadamente) do conhecimento que tinha da situação miserável em que viviam as mulheres sob o regime talibã: estava a ver o segundo avião a bater nas torres, e a pensar comigo mesmo, com satisfação, que os americanos iriam ao Afeganistão.

As razões mantém-se:

"Ms. Husseini is a student at the Mirwais School for Girls outside Kandahar. Two months ago, as she was walking to school with her sister, a man on a motorcycle sprayed her with acid, burning her face and eyelids. Fourteen other students and teachers were attacked that day in an attempt to shut down the school. It failed.

As Ms. Husseini told our colleague Dexter Filkins, “The people who did this to me don’t want women to be educated. They want us to be stupid things.” Ms. Husseini’s parents told her “to keep coming to school even if I am killed.”

Ler o resto no Editorial - ‘They Want Us to Be Stupid Things’ - NYTimes.com.

PS (18.01.09): Naturalmente, isto cruza com o dito em Coisas tristes (IV) - embora, de que modo, e em que exacta medida, isso possa ser discutido. Comecei agora a ler o Expresso, que fala da questão, e gostaria de reter, da crónica de Henrique Monteiro, esta frase (susceptível de ser aplicada a mais de um contexto): "... Por isso preferimos raciocinar sobre construções a fazê-lo sobre a realidade para assim construirmos um mundo de fantasia."

13 de janeiro de 2009

Sintomas do futuro que vem (em princípio) aí...

Os números falam por si:


"...The biggest and most technically clever firms are American and European, but their predominance in research, innovation and production is being challenged by Asian companies. A new report by the OECD puts hard figures on the extent of this steady shift. document.write(''); Every year around $1 trillion is spent on research and development (R&D) in computing, telecoms and electronics; America accounts for over one-third. But while corporate R&D in America and Europe grew by 1-2% between 2001 and 2006, in China it soared 23%. ..."
Para continuara a ler ir a Research and development in East Asia Rising in the East The Economist.
No entretanto, a situação em Portugal, melhorou substancialmente neste particular, segundo o que o Nicolau Santos, do Expresso, anuncia (ver aqui).