
agora, sobre as atribulações de um independente de esquerda nestes tempos da III República ...
23 de janeiro de 2009
17 de dezembro de 2008
Outubro: Populismo; O trabalhar para as estatísticas...
Outra tem a ver com estatísticas: outubro» Arquivo » Trabalhar para a realidade. Gosto tanto desta, que a transcrevo na totalidade (mas tenham em particular atenção os pontos 3 a 5: [Um excelente indicador de qualidade da acção governativa, ou de qualidade da actuação da oposição, é o modo como produzem estatísticas de qualidade, ou a exigem; é o modo como as utilizam; é maior ou menor incomodidade com que o Governo e a Oposição coexistem com deficiências estatísticas significativas; e em tempos de crise - ou de "turbulência" (não sabia dessa - soube disso pelo Gago da Câmara no AO: é a habilidade a sobredeterminar o discurso até ao nível do ridículo; e poderá ser - esperemos que não - o "understatement" de toda a autonomia) - mais do que nunca é necessário um sistema de estatísticas adequado.] "Um dos chavões mais equívocos dos últimos tempos é o depreciativo “trabalhar para as estatísticas”. 1. A relação com as estatísticas de muitos dos utilizadores do chavão é no mínimo curiosa. Cépticos sempre que as estatísticas anunciam alguma evolução positiva, estão prontos para as usar com profusão quando com elas conseguem sustentar uma qualquer atitude crítica. É como se, numa espécie de deriva marxista primitiva, as estatísticas tivessem uma natureza “de classe”. 2. Aquilo a que habitualmente chamamos “estatísticas” não é mais do que um tipo particular de indicador da realidade social. Como todos os indicadores, umas serão tecnicamente melhores do que outras. E também como todos os indicadores, poderão ser usadas com mais ou menos competência. O que não têm é uma natureza esquizofrénica, positiva quando permitem o exercício da crítica, negativa quando usadas para identificar progressos em relação a metas pré-estabelecidas. 3. As estatísticas, como outros indicadores, devem ser usadas para, entre outras coisas, monitorar os resultados das políticas, ou seja, os resultados de processos que, tendo um âmbito macrossocial, não podem ser directamente observados. A aplicação de políticas sem monitorização com recurso a estatísticas equivale a conduzir um carro de olhos vendados. 4. “Trabalhar para as estatísticas”, no sentido de trabalhar tendo em conta o efeito estatisticamente controlável dos resultados obtidos, é pois “trabalhar para a realidade”. Trabalhar sem estatísticas é trabalhar com desprezo pelos efeitos reais dos actos sobre a realidade, muitas vezes diferentes dos efeitos esperados e portanto não dedutíveis das intenções das políticas. 5. Em rigor, o desdém pela definição de metas monitorizáveis com, entre outros instrumentos, o recurso a estatísticas, escancara as portas à irresponsabilidade na decisão política."
4 de junho de 2008
Globalização: números
A este propósito ver esta nota de Paul Krugman sobre a evolução histórica dos preços dos transportes ao longo do século XX: Transport costs and deglobalization - Paul Krugman - Op-Ed Columnist - New York Times Blog
24 de maio de 2008
China e as energias renováveis
17 de maio de 2008
Aquecimento global e o gado
- "Livestock are responsible for 18 percent of greenhouse-gas emissions as measured in carbon dioxide equivalent, reports the FAO. This includes 9 percent of all CO2 emissions, 37 percent of methane, and 65 percent of nitrous oxide. Altogether, that's more than the emissions caused by transportation. The latter two gases are particularly troubling – even though they represent far smaller concentrations in atmosphere than CO2, which remains the main global warming culprit. But methane has 23 times the global warming potential (GWP) of CO2 and nitrous oxide has 296 times the warming potential of carbon dioxide."
- ver em Humans' beef with livestock: a warmer planet csmonitor.com.
EUA: números do sistema prisional
- "The United States has less than 5 percent of the world’s population. But it has almost a quarter of the world’s prisoners. The United States has, for instance, 2.3 million criminals behind bars, more than any other nation, according to data maintained by the International Center for Prison Studies at King’s College London. China, which is four times more populous than the United States, is a distant second, with 1.6 million people in prison. (That number excludes hundreds of thousands of people held in administrative detention, most of them in China’s extrajudicial system of re-education through labor, which often singles out political activists who have not committed crimes.)"
- "The United States comes in first, too, on a more meaningful list from the prison studies center, the one ranked in order of the incarceration rates. It has 751 people in prison or jail for every 100,000 in population. (If you count only adults, one in 100 Americans is locked up.)The spike in American incarceration rates is quite recent. From 1925 to 1975, the rate remained stable, around 110 people in prison per 100,000 people. It shot up with the movement to get tough on crime in the late 1970s. (These numbers exclude people held in jails, as comprehensive information on prisoners held in state and local jails was not collected until relatively recently.) The nation’s relatively high violent crime rate, partly driven by the much easier availability of guns here, helps explain the number of people in American prisons."
9 de abril de 2008
Produção de proteínas animais: factos
- Produção de carne (frango, porco, vaca e outra) em 2006, 276 milhões de toneladas - 4 vezes mais do que em 1961; o dobro nos últimos 45 anos.
- Captura de peixe em 2005, 140 milhões de toneladas - 8 vezes mais do que em 1950; o quádruplo nos últimos 55 anos.
- "Industrial meat production and fish harvests have dropped the economic cost of animal proteins in recent decades. But much of that fiscal savings has come at the expense of the environment. Wastes are not captured and destroyed or recycled. They're allowed to run into the ground or waterways, degrading ecosystems all along the way. These are costs that are not captured in traditional accounting."
- Ver em Food for Thought: The Costs of Meat and Fish, Science News Online.
2 de abril de 2008
Iliteracia
Com (alguns) políticos a fazer um discurso depreciativo e iliterato sobre o uso de estatísticas, métodos quantitativos, técnicas, e coisas quejandas - e.g., Manuel Alegre - não deixa de ser oportuno ler estes artigos:
Let's talk about figures: No Economist.com faz-se o ponto da situação do ensino da matemática ao nível mundial. Um excerto: "In an age where you need to be numerate to do almost anything else (from building bridges to conquering disease), governments anxiously compare their performance in mathematics with that of competitor nations."
Alternativas e os media: No DiarioEconomico.com Ricardo Reis recorda a importância do conceito do custo de oportunidade. O quanto se ganharia, em termos de discussão da coisa pública, se todos, particularmente os políticos que falam como Manuel Alegre, entendessem aquele conceito e as implicações práticas que decorrem dele - por exemplo, na discussão recente dos problemas do sistema de saúde português. Sobre o custo de oportunidade ver, por exemplo, aqui e aqui e aqui.
Dani Rodrik's weblog: Liberian dispatches: Dani Rodrik alerta para o relato de uma reunião de um economista, Chris Blattman, com líderes religiosos na Libéria, sobre o desenvolvimento de uma avaliação de um projecto experimental destinado a criar condições para a paz. É para ler com um sorriso nos lábios, mas o sorriso desaparece se compararmos a literacia estatística destas pessoas com a dos políticos portugueses referidos. Os comentários à nota são de leitura obrigatória - não resisto a reproduzir os dois primeiros: "This is the happiest thing regarding anything African that I've read in quite a while. While these leaders' understanding of the mechanics of experimentation is definitely a great sign, what cheers me even more is that you arrived at a time when the creation of social contracts are at least partially already underway..." "Since I come from a country in which the government is ignorant of or hostile to the principles of science (namely, the USA), I am particularly encouraged to see not only knowledge of the scientific method but also enthusiasm to apply it, in Liberia. That's excellent!" . Ver aqui o relato.
23 de março de 2008
China: estatísticas
Este artigo sobre a China, The new colonialists, saiu no Economist.com, há duas semanas, mas só agora o li - além do seu impacto nos mercados de matérias primas, fala das implicações geo-políticas da extensão da sua influência económica a nível mundial; das razões do peso da indústria pesada na sua actividade económica e da poluição no seu território. Aqui, só destaco as estatísticas do artigo - falam por si.
- A China tem um quinto da população mundial, mas consome (tudo relativo à produção mundial): metade da produção da carne de porco; metado do cimento; um terço do aço; um quarto do alumínio.
- A China, em relação ao valor das suas importações em 1999, gasta 35 vezes mais em soja e em petróleo e 23 vezes mais em cobre (quatro quintos do aumento na oferta de cobre, desde 2000, foram para a China). Aguarda-se que o volume das suas importações de petróleo triplique por volta de 2030 (daqui a 22 anos).
Aditamento
No mesmo número do The Economist.com existe um conjunto de artigos sobre o actual momento da China:
- O impacto da inflação no país, em Chinese inflation Sweet and sour pork, nomeadamente dos bens alimentares: "One difference between today and previous surges in inflation is that the increase over the past year has been caused mainly by food prices, which jumped by 23%. Vegetable prices are 46% higher than a year ago, pork is 63% dearer...";
- E, por fim, um muito interessante, Industry in China Where is everybody?, sobre o comportamento do mercado de trabalho, em particular, da oferta de trabalho rural: " ... it is clear that the vast annual migration of around 20m people that has fuelled the manufacturing boom in southern China over the past two decades is beginning to diminish...Whatever the precise number, many factories are reeling. Wages were already rising; now they will surely go up further, adding to surging costs for credit, materials, energy, environmental compliance and health care...".
19 de março de 2008
Estimativas da população mundial

Qual é o tamanho expectável da população humana, por volta de 2050? Qual é a sua efectiva medida hoje? Esta nota Earth 2050: Population Unknowable? do Dot Earth, New York Times Blog, discute a qualidade das respostas estatísticas dadas. De qualquer forma, fala-se 9 mil milhões em 2050 contra os 6,7 mil milhões (estimados) de hoje [+ 34,3%] - em 1830 teria havido 1 mil milhões de humanos. Ver gráfico acima.
18 de março de 2008
Factos...
16 de março de 2008
O Champanhe como indicador da conjuntura económica

"Champagne is a drink that is generally quaffed when times are good. And for nearly 40 years the world has apparently had much to celebrate: exports of French fizz soared to over 150m bottles last year. Nonetheless, the world's thirst for champagne is particularly sensitive to economic turmoil. As oil prices have peaked (and the world economy has foundered) exports of bubbly have dipped. The oil shocks of the 1970s, economic downturn in the late 1980s and the bursting of the dotcom bubble in 2000 all took a toll. Now record champagne exports and oil prices might suggest a period of “decoupling”. However, the effects of the credit crunch may yet be felt in the vineyards of northern France."
14 de março de 2008
O contributo dos desenvolvidos para os problemas...
Procura mundial de energia nos próximos 25 anos
- Citado em Energy Trends & Technologies: Regent's Lecture at UC-Berkeley - Scitizen
