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14 de março de 2012

Margaret Thatcher responde a Hayek

Brad DeLong (donde retirei a referência) comenta a propósito do que gostaria mesmo era de conhecer a carta originária de Friedrich Hayek. Eu também. Esta carta comprova, além do mais, que a senhora foi e é, verdadeiramente, uma democrata, o que acresce ao facto de sempre ter aceite a realidade do aquecimento global no inventário das qualidades que lhe reconheço.

Letter from Margaret Thatcher to Friedrich Hayek

Thank you for your letter of 5 February. I was very glad that you able to attend the dinner so thoughtfully organized by Walter Salomon. It was not only a great pleasure for me, it was, as always, instructive and rewarding to hear your views on the great issues of our times.I was aware of the remarkable success of the Chilean economy in reducing the share of Government expenditure substantially over the decade of the 70s. The progression from Allende's Socialism to the free enterprise capitalist economy of the 1980s is a striking example of economic reform from which we can learn many lessons.However, I am sure you will agree that, in Britain with our democratic institutions and the need for a high degree of consent, some of the measures adopted in Chile are quite unacceptable. Our reform must be in line with our traditions and our Constitution. At times the process may seem painfully slow. But I am certain we shall achieve our reforms in our own way and in our own time. Then they will endure. February 17, 1982

17 de novembro de 2011

Desabafos de um economista norte-americano sobre o estado da democracia no seu país


I did an interview with a print reporter yesterday about what has been going on with lack of prosecutions, the banks, and Wall Street in general. We discussed the corrupt exchanges and HFT. I dropped lots of F-Bombs, called out cowards and crooks and held nothing back. (“That fucker belongs in prison; this son of a bitch should hang“). Afterwards, she commented that I seemed angry.

I wrote back suggesting that I am a happy dude, and its not Anger — its closer to an ineffable sadness that comes once you realize you have lost something dear. I am old enough to have grown up when this nation was a Democracy, but that era has passed. We now live in a nation no longer run by the citizens — it is a Corporatocracy — and that makes me sadder than angry . . . She suggests perhaps a better word is outraged.

I wonder: Why have the Europeans figured out they are getting screwed, and we haven’t? Why are they taking to the streets en masse, while we seem to be watching our own control over our own futures slip from our hands almost as if from afar?

In America, we are too busy dropping the kids off at soccer, running around looking for sales and bargains, racing to keep our heads above water. We seem to forget to get outraged. Our control over our once Democracy — the one we had a revolution against a monarchy dictating decisions from afar — slips away from us. Not with a bang, not even with a whimper, but with a 1000s acts of gradual ceding of power to the new Monarch. We have given up hard won rights to a coordinated attack from all three branches of government; Our Congress has become the legislative branch of eBay — Congressmen are auctioned off to the highest bidder; they even have a Buy It Now button to get specific legislation passed. The executive branch has fallen under the sunk cost fallacy, afraid to prosecute banks because we spent so many billions bailing them out. It turns out that even our once venerable Supreme Court is just as corrupted, with lobbyists partying with Justices and backdooring ethics by hiring their wives.

In short, our new overlords are enormously well funded, well connected, relentless and perhaps most of all, patient. This new King was not appointed by primogeniture, or even Divine Right, but by acquiring enough profits in the free market that they can buy control over society, even as they thwart that free market ideal for their own ends. We have become, in short, a Corporate Monarchy.

25 de janeiro de 2010

Ainda sobre Manuel Alegre (II)

De alguém com quem tenha estado, quase sempre, de acordo - desta vez, não consigo enfatizar de modo adequado quão de acordo estou com o que se diz abaixo (o artigo deve ser lido na totalidade):  

"Joana d´Arc e De Gaulle 'ouviam vozes'. Há sempre quem nos queira convencer de que responde a um apelo interior. É desta massa que nascem os mitos. Só que a situação não está para fantasias. Temos problemas imediatos e difíceis, não temos em frente de nós uma planura para despiques e correrias. Temos quem está, muitas vezes pouco bem, mas está e vai melhorar. 

Se Alegre quer experimentar a lança que o faça nesse torneio, nos próximos doze meses. Que considere Cavaco o seu adversário, não Sócrates, os soaristas ou o PS relutante. 

Que mostre arreganho, conhecimento, engenho e também tolerância para os seus amigos discordantes. Que nos fale de coisas terrenas, com estatísticas, não com mitos. Que nos diga se nos propõe estimular o Governo a controlar o défice e a dívida, ou se não trata dessas miudezas. Se vai valorizar a inovação, o risco, a competitividade, o espírito empreendedor, ou se acha que a solução da crise está em aumentar a despesa social. Provavelmente não convencerá uma maioria, mas terá cumprido uma missão."

Para cruzar com o que se referiu, ou reproduziu, aqui e aqui.


21 de janeiro de 2010

Ainda sobre Manuel Alegre

O Vital Moreira discute a candidatura de Manuel Alegre. Ver em Causa Nossa: "[...] Quer isto dizer que o PS se deve pura e simplesmente render sem condições ao avanço unilateral 'potestativo' de Alegre? [...] Parece fácil antecipar que o PS só pode 'engolir o sapo' em contrapartida de um compromisso de Alegre no sentido de moderar o seu óbvio 'gaullismo' presidencial (que leva consigo o risco de uma inaceitável deriva presidencialista, que o PS sempre combateu), a moderar a sua hostilidade contra os rumos da integração europeia (que as suas críticas ao Tratado de Lisboa e ao mercado interno revelam) e a atenuar a sua oposição à modernização social-democrata da teoria e da prática política do PS (que o levou a uma afinidade electiva com o Bloco de Esquerda). Um partido responsável não pode abdicar de 'red lines' nesta matéria, sob pena de oportunismo." Pois.

Eu nunca faria ao Manuel Alegre o insulto de considerar que o seu desejo de ser Presidente se sobrepõe à sua convicção da necessidade de defender aquilo que acredita, na Presidência, e aquilo em que acredita, é o que é sumariado, e bem, pelo Vital Moreira.

26 de novembro de 2009

Oposições

Causa Nossa: "Dúvida, Vital Moreira: Como escrevi várias vezes, a principal arma das oposições unidas contra o Governo vai ser a arma orçamental, por via de propostas que aumentam a despesa pública e diminuem a receita, fazendo disparar o défice orçamental e o endividamento público.[...]"

A dúvida (retórica) do Vital Moreira é de como o Presidente irá reagir face a esse cenário. No entretanto, os únicos que actuam como algo parecido com uma oposição sensata e credível ao Governo são os economistas, (da direita, do centro e da esquerda): - talvez, como isto não vai lá sem a política, devêssemos criar um partido (enfim, convenhamos, seríamos linchados em mais de uma acepção, como é óbvio).

8 de novembro de 2009

Idade, renovação e política

ABRUPTO: "O argumento “geracional” politicamente vale zero. Há gente péssima com vinte anos e gente excelente com setenta e vice-versa." Obviamente, estou de acordo com Pacheco Pereira - devem ler toda a nota.

Não faria muitas qualificações ...

Tempos difíceis… | Daniel Proença de Carvalho| Económico:  "O debate do programa do Governo mostrou quanto os partidos estão distantes das verdadeiras questões que afectam o país."

Opinião equilibrada - deve ser lida em conjugação com aquilo que Nicolau Santos diz da situação económica-financeira do País, no último Expresso.

Milhas

A Assembleia da República decidiu vedar os deputados de auferir das milhas que lhe são atribuídas pelas suas viagens de avião, pagas por ela. O objectivo é moralizar. Muito bem.

Do que poderia dizer, quero só dizer o seguinte: Questionar se não seria melhor que essas milhas revertessem a favor da própria Assembleia, que poderia assim diminuir custos (é a tal questão da eficiência). O que se sugere  poderia funcionar como um "pequeno empurrão" no sentido pretendido [ "pequeno empurrão": "Nudge" - pesquisar no motor de busca deste blogue o que já disse a esse respeito] .

Declaração de interesse e de  intenção: Tenho ainda milhares de pontos no meu cartão da SATA em resultado de viagens para Lisboa em serviço. Obviamente, não foram utilizados, nem o serão, mas gostaria de os alijar. A minha agência de viagens diz que a Sata não aceita a desistência, a anulação dos pontos (???) - estou disponível para os passar para quem de direito.

PS e o combate à corrupção

Naturalmente que estou de acordo com aquilo que Vital Moreira diz sobre os ossos do ofício do desempenho de cargos públicos: ler em Causa Nossa: "Ossos do ofício".

O Governo de José Sócrates tem de dar, muito rapidamente, um sinal claro, inequívoco, e convincente, da prioridade que dá ao combate à corrupção - para começar, poderia ser a definição de um protocolo de actuação claro, inequívoco, e convincente, que os seus indigitados para cargos públicos na Administração, e nas empresas públicas, deveriam cumprir: é necessário, seria rápido, e a rapidez está a importar neste momento, por aquilo que se diz abaixo.

As razões para um combate claro, inequívoco, e convincente à corrupção são todas conhecidas - e uma, não-trivial, deve ser relembrada: a corrupção contribui para a ineficiência, e para resultados menos bons no domínio da produtividade e da competitividade. Ora, precisamos, o País precisa, como de pão para a boca, de eficiência, produtividade e competitividade: o que Nicolau Santos diagnostica no Expresso, " O que vem aí é dantesco", não peca por exagero.

E se necessitamos de travar a quatro rodas (é expressão de Nicolau Santos) - se não concordam, agradecia que me informassem como poderia ser feito de outra forma - irão ser pedidos sacrifícios (e que sacrifícios) a toda a gente, e o pior que pode acontecer nessa conjuntura do ponto de vista político-social e de justiça  será a simultaneadade das histórias de corrupção, a "aparente" passividade no combate à corrupção, e a imposição daqueles sacríficios.

2 de novembro de 2009

Sem comentário

"Segundo Carvalho da Silva, no Público (ainda com José Manuel Fernandes), a presença de Valter Lemos no Emprego é um sinal “absolutamente desastroso” do Governo." 

Continuar a ler em Canhoto: Défices de fair play e de factualidade.

1 de novembro de 2009

Da dificuldade de governar em maioria absoluta

Miguel Sousa Tavares ao comentar o clima que vive o país face ao seu governo minoritário, no Expresso desta semana - narrativa que cola, convenhamos, em parte - conclui que: "difícil, afinal, é governar Portugal em maioria absoluta e sentir a obrigação e a responsabilidade de mudar o que dramaticamente precisa há décadas de ser mudado". Espero, sinceramente, que Sócrates prove o contrário. Não, que ser minoritário não conforme a latitude das reformas que podem ser feitas, mas porque há muito que pode ser feito, mesmo nas condições actuais.

Mas, existem razões para preocupação. Já as tinha manifestado aqui. A ver vamos.

24 de outubro de 2009

Curioso

The Monkey Cage: Politics Everywhere: Norwegian Tax Transparency "Alex Tabarrok links to this story about the opening of Norwegian tax records: In the database of national broadcaster NRK, you can type a subject’s name, hit search and within moments get information on what that person made last year, what was paid in taxes and total wealth [...]"

17 de outubro de 2009

O excepcionalismo político português

"A política portuguesa não escapa à proverbial inclinação nacional para os comportamentos singulares. Esta semana, se dúvidas restassem, ficámos a saber que teremos um governo que não encontra paralelo: composto por apenas um partido, sem coligações e sem maioria parlamentar. Na Europa há governos de maioria absoluta (quase exclusivamente em países com sistemas eleitorais maioritários); governos assentes em coligações parlamentares e ainda governos de coligação. O que não existe são governos minoritários, com coligações do tipo "navegação à vista", como acontecerá em Portugal. E não existe porque é certo que se traduzirão em instabilidade."

De acordo, mas pior que a instabilidade - muito má, convenhamos -, será ter uma legislatura de 4 anos dominada pelo pântano, como se diz na sequência do transcrito acima, em arquivo: Singularidade política Pedro Adão e Silva. Evitá-lo, o pântano, não o derrube do Governo, será a verdadeira responsabilidade que Sócrates tem de assumir.

A referência feita ao Governo de Guterres, na segunda parte do artigo da i, peca por ser omissa sobre as consequências que a política orçamental daquele - determinada [em que parte?] pela vontade de repetir o cenário do primeiro Governo de Cavaco Silva - teve na conformação do sarilho económico em que o País está mergulhado.

13 de outubro de 2009

Sobre os problemas da comunicação social

Acabei por não ver os Prós e Contras de ontem, e tive pena.

A comunicação social tem tido, nos últimos tempos, em Portugal, um protagonismo que ela própria dispensaria, mas os problemas com que se confronta cá, são transversais a todas as democracias, e resultam de evoluções económicas, tecnológicas e políticas que não domina. Em primeiro lugar, a dependência da publicidade para a sua viabilidade económica. Depois, é tudo aquilo que se prende com a Internet e com o  impacto económico e concorrencial desta na sua actividade tradicional: ver, por exemplo, The Death of the Newspaper The Big Picture e Presse : le piège terrible de la gratuité Telos

A evolução política tem a ver com a evanescência dos partidos políticos (e sindicatos) enquanto órgãos de diálogo e formação da opinião pública, fazendo com que só fique ao dispor da classe política a comunicação social para a transmissão da sua mensagem, o que na ausência de outros canais de comunicação, torna dramaticamente premente para aquela que esse uso seja eficaz - o que daí resulta está à vista. Aquilo que Pacheco Pereira faz menção aqui  tem validade: onde descamba, e de todo, é no afunilar de tudo, razões e práticas, para a responsabilidade de um só partido.

A solução passaria pela revitalização da prática partidária - o que devemos esperar sentados - e pela consideração da informação de qualidade como um bem-público, cuja provisão não é adequada nas nossas sociedades - o mercado não consegue assegurar essa provisão em quantidade - e como tal devendo ser preocupação e tarefa do Estado. A peça da Telos acima e a investigação feita por economistas referida abaixo, defendem isso. Tal, vem a contrário do que defende a direita (caso do Pacheco Pereira, aqui) que recusa a regulamentação da actividade e preconiza a privatização de todos os órgãos de comunicação social estatais. Como é claro, nos detalhes é que está o diabo, e toda a questão de como evitar que a intervenção do Estado seja perversa - preocupação legítima e substantivada pela história - está "sub judice".

Aquilo que se diz aqui (ler todo a coluna): Reducing media bias through regulation vox - Research-based policy analysis and commentary from leading economists bate certo com o que se sabe:

"Is there a crisis in the media and journalism? This column alleges that advertising has seriously interfered with the quality, accuracy, and breadth of content and programming in the media. It calls for vigorous competition in media markets and public funding of informative media as a public good.

There is a crisis in media and journalism, and policymakers have to tackle both political and commercial influence in the media. Political bias has been thoroughly analysed in the economics literature, but commercial bias has received markedly less attention than it deserves. For decades, commercial interests delayed public awareness of tobacco health risks. The literature on tobacco and public health contains the most systematic evidence. Health risks went essentially unreported in the mainstream press for decades (Baker 1994;Bagdikian 2004).

Reporting on climate change and its causes suffered similar delays. More recently, some critics are suggesting that business interests (especially of insurance and pharmaceutical companies) are impeding an informed and balanced media debate on healthcare reform in the US. Others claim that a truly independent media could have helped to avert or mitigate the current financial and housing crises.

In a recent article, we show how advertising can seriously interfere with the quality, accuracy, and breadth of content and programming in the media (Ellman and Germano 2009). Biased content is most likely when competition amongst media outlets is limited or when advertisers are large and can threaten to withdraw their advertising business from the media. The analysis extends to media dependence on any business or state actors that can substantially affect media company profits. Analysing the delicate interaction between advertisers, financiers, media outlets, and media audiences within a two-sided markets framework generates new insights for policymakers. Our work points to the need for independent media and makes the case for promoting competition and public funding."


PS: Ler em The new rules of news Dan Gillmor Comment is free guardian.co.uk 22 maneiras para mudar o modo como as notícias são produzidas - é muito interessante.

Autárquicas: os Açores

Os resultados eleitorais do PS não são sociologicamente inesperados - tardava, isso sim, que a mudança consolidada em favor do PS, na fidelidade das populações, se reflectisse a nível das autárquicas - e vêm validar, a meu ver, a percepção que tenho da evolução previsível da política açoriana e dos resultados possíveis das legislativas de 2012 (ver aqui e aqui).
Não se pode esquecer, ao olhar para os Açores: - da sua dimensão populacional estar ao nível de uma autarquia média do Continente e do elevado grau de homogeneidade eleitoral associado às populações com esta dimensão - o que dificulta a rotatividade partidária, mas que, a verificar-se a mudança, quaisquer que sejam os motivos, tende a alicerçar a manutenção e a consolidação, indefinida, de um novo ciclo.

Não se pode esquecer também que a próxima revisão do quadro financeiro europeu só entrará em vigor em 2013, e de em 2012, em princípio, a crise já terá sido ultrapassada.
O PSD não tem condições objectivas (e pelos vistos, quer subjectivas, quer de prática política) para ganhar as eleições legislativas de 2012, mas existem incógnitas quanto ao PS e aos Açores - aqui, mais do que em outros sítios, é verdade não serem as oposições que ganham as eleições: serem os governos que as perdem.

12 de outubro de 2009

Autárquicas: os discursos

Parafraseando um colaborador próximo de Obama, falando das oportunidades políticas que a crise actual abriria, nenhuma derrota deveria ser desaproveitada, particularmente, quando temos o país, ou a região, atentos ao que iremos dizer.
Quer Pedro Santana Lopes, quer Berta Cabral, desaproveitaram, de modo inconcebível, a nível do seu discurso, com as diferenças de estilo e de conteúdo normais, as derrotas que tiveram.
Como diria uma pessoa, que me era próxima: "a minha alma está parva".

10 de outubro de 2009

Relevância actual de Marx

Muito interessante:

"Is Marx's vision still relevant in the twenty-first century world?

At bottom, Marx's biggest ideas were "critique," "exploitation," "alienation," "ideology," and "class." He also constructed a fairly specific theory of capitalism and capitalist development -- a theory that has historical pluses and minuses -- and a theory of socialism that can be understood along more democratic and more authoritarian lines. We might say that his theory of capitalism was too deeply grounded in the observed experience of mid-nineteenth-century Britain, and his theory of socialism paid too little attention to the crushing possibilities of power wielded by a future socialist state. Too much economics, too little politics in his worldview -- and too much of a Hegelian "necessitarianism" in his expectations about the future.

History has shown us a few things that Marx too would have recognized, with the benefit of another century of experience. History does not conform to a necessary logic of development. Capitalism is not one thing, but a set of institutions that have proven fairly malleable. There is no single "logic of capitalist development." Compromises and institutional accommodations are possible between contending economic classes. Social democracy, democratic socialism, Stalinist communism, fascist dictatorship, and liberal democracy are all feasible political institutions governing "modern" economic development.

So we might take a deep breath, take a step back, and ask a big counterfactual: How might Marx, with his critical eye for inequality and power and his acute sensibilities as a sociologist -- how might this social critic and theorist have processed the social realities of China in Shanghai in the 1980s? [...]"

9 de outubro de 2009

Autárquicas: os segundos das listas

" [...] Esta limitação de mandatos tem consequências: há perto de 200 concelhos onde os presidentes, caso ganhem as eleições de domingo, se preparam para iniciar o seu último mandato, ficando impedidos de se recandidatar em 2013.

Mas uma coisa é também conhecida sobre o modo como os dinossauros do nosso poder autárquico gerem a sua própria sucessão. Quando se aproxima o fim de ciclo, abandonam o mandato a meio, entronizando o seu número dois, que depois se candidata na posição vantajosa de presidente em exercício. É isso que faz com que, no próximo domingo talvez valha a pena, um pouco por todo o país, esquecer por um momento quem é o primeiro da lista e olhar atentamente para quem aparece em segundo lugar. Em cerca de 200 concelhos, o mais provável é que o discreto número dois seja o presidente daqui a não muito tempo."
Quem é o segundo na lista do PSD de Ponta Delgada? Vou saber.

Ler a nota de Pedro Adão e Silva:arquivo: O segundo na lista

Obama e o Nobel

Muita boa gente está preocupada - você, caro leitor, é dos que não estão? O comité Nobel norueguês está, e por isso faz política, e da boa política - foram eles que já premiaram Al Gore. Transcrevo abaixo o último parágrafo da declaração que anunciou a concessão do Nobel da Paz a Obama:
"[...] For 108 years, the Norwegian Nobel Committee has sought to stimulate precisely that international policy and those attitudes for which Obama is now the world’s leading spokesman. The Committee endorses Obama’s appeal that “Now is the time for all of us to take our share of responsibility for a global response to global challenges.”