17 de janeiro de 2008

Estatística - número de abortos nos EUA

Artigo do WP sobre como tem evoluído o número dos abortos nos EUA, desde 1975: Abortions Hit Lowest Number Since 1976 - washingtonpost.com. Excertos:


"The number of abortions performed in the United States
dropped to 1.2 million in 2005 -- the lowest level since 1976, according to a
new report. The number of abortions fell at least in part because the proportion
of women ending their pregnancies with an abortion dropped 9 percent between
2000 and 2005, hitting the lowest level since 1975, according to a nationwide
survey."

"The report did not identify reasons for the drop in
abortions, but the researchers said it could be caused by a combination of
factors.
"It could be more women using contraception and not having as many
unintended pregnancies. It could be more restrictions on abortions making it
more difficult for women to obtain abortion services. It could be a combination
of these and other dynamics," said Rachel K. Jones of the
Guttmacher Institute, a reproductive-health research organization,
which published the report in the March issue of the journal Perspectives on
Sexual and Reproductive Health."

16 de janeiro de 2008

Ligações recomendadas: género e saúde










A minha alma está parva

Como reagir àquilo que Luís Filipe Menezes disse sobre o modo como as televisões deviam escolher os seus comentadores políticos? Acentuar a tontice? Dizer, como alguém que me era chegado: “ a minha alma está parva”? Para mim, o que resta, tudo pesado, é a perplexidade – veremos, como os que imputam a Sócrates todas as derivas fascizantes, autoritárias e antidemocráticas, se vão posicionar face ao episódio e interpretar aquilo que isto indicia (ou não), de substantivo, sobre a actual direcção do PSD (de um partido que se quer mais liberal – no sentido europeu –, menos direccionista, do que os partidos à sua esquerda). A minha perplexidade está, no entanto, virada para outro aspecto e é mais básica: como é que um dirigente político comete um erro assim. Porque é preciso perceber – (mas todos percebem isto, não é?) -, o papel dos comentadores políticos, particularmente, os televisivos, na formatação da opinião pública portuguesa, e em particular, de algumas das suas franjas mais estratégicas para a conformação dos resultados eleitorais.




A discussão (e informação) política, de qualidade, em Portugal, a que têm acesso os cidadãos, é veiculada, em parte muito importante, através, da comunicação social e dos comentadores (e programas) televisivos. Os partidos políticos portugueses, desistiram (demitiram-se) da tarefa: – o que fica, e que passa como tal, é em grande parte chicana e não é muito agradável (e proveitoso) de ver e ouvir. O vazio, assim criado, é preenchido pelo comentário político, produzido na comunicação social (em particular, na televisão), sob os mais diversos formatos, e com os mais diversos protagonistas. E com uma qualidade muito razoável, na sua maioria, é bom reconhecê-lo. O comentário não será inocente, corresponde a agendas próprias, mas prima por produzir, pela sua diversidade e qualidade, um bem público de primeira monta: informação factual e perspectiva ideológica sobre questões públicas fundamentais para o país. E com efeitos práticos – veja-se o que se passou com o processo de escolha do aeroporto de Lisboa; veja-se o que se passou com Santana Lopes, mas não só: esse comentário, essa análise política, é “consumida” principalmente por aquela franja da população que têm determinado quem governa e cuja opinião nas sondagens determina o sentido das mesmas. E o peso das comparações (em alguns casos, a escolha do mal menor) influencia muitas decisões de voto e o comentário político ajuda a destrinçar as diferenças. O comentário político não aceitará bem o que foi dito. Luís Filipe Menezes meteu o pé na poça - irá meter mais vezes?




Como é óbvio, vou estar muito atento ao que se dizer sobre os aspectos substantivos do caso.

15 de janeiro de 2008

Mercúrio revisitado

A sonda americana Messenger fez ontem a sua primeira aproximação a Mercurio - haverão outras até que a órbita estabilize. É a segunda vez que uma sonda terrestre visita o planeta - a outra vez, foi em 1974, com a Mariner 10. Mercurio tem um conjunto de características curiosas, que se espera, esta sonda venha a esclarecer melhor. O artigo da Space.com lista essas características: SPACE.com -- The Enduring Mysteries of Mercury.

Ainda sobre as consequências do fumo passivo...

Com esta irão ser três as entradas sobre a nova Lei do Tabaco. É demais, mas como ex-fumador que sou (3 SG gigante por dia, muitos anos atrás) o assunto mexe comigo - e mexe ainda mais quando se lê e ouve algumas coisas. Não li, felizmente, o artigo de Domingos Amaral, no Diário Económico. Ricardo Reis leu, e desmonta a argumentação de não haver compravação científica das mortes provocadas pelo fumo passivo: Não há fogo sem fumo - DiarioEconomico.com.


O artigo começa com uma constatação que subscrevo totalmente: "É um facto bem conhecido que a proporção de fumadores é maior entre as pessoas com menos anos de educação e baixos rendimentos. Depois de ler a imprensa nas últimas semanas, aprendi que existe outra característica que se pode associar aos fumadores: escrevem colunas para os jornais." e conclui com uma informação consabida: "Mas de onde vêm as impressões falsas? A revista “Lancet” de 2000 revela os documentos confidenciais das tabaqueiras feitos públicos durante processos judiciais. Para lidar com um investigação internacional acerca dos efeitos do fumo passivo, a Philip Morris orçamentou 4 milhões dolares para financiar “estudos” que rejeitassem o consenso científico."

Aquecimento global e os Açores

Só li, agora, uma notícia do Açoriano Oriental, de 5 de Dezembro: Aumento de calor pela poluição é menor nos Açores, sobre os impactos esperados, nos próximos 100 anos, na região, do aquecimento global. Esses efeitos serão menos graves aqui do que no resto do país (e no continente europeu) devido à influência moderadora do mar que nos rodeia. Isso é verdade mas tem ser bem entendido. O cientista Viriato Marques - participante no estudo de onde se retirou essa conclusão - fez a prevenção (correcta e oportuna, no quadro da previsão) de que, não haverão, contudo, " áreas no mundo que estejam imunes aos efeitos das alterações climáticas...".





A apreciação da futura situação climática dos Açores como sendo, relativamente, mais favorável, é um juízo que tem de ser qualificado (de modo negativo e em termos absolutos) pelo seguinte: - a nossa situação climática será diferente e pior, apesar do mar à volta, quando comparada com a actual; o tempo será atreito a variações mais bruscas e intensas; os níveis de stress ambiental e sócio-económico sobre a região, decorrentes do processo de adaptação a essas mudanças e de resposta às suas consequências mais sérias, serão muito elevados; a vulnerabilidade dos Açores, em todos os domínios, por tudo isso, acentuar-se-á; ao mesmo tempo, diminuirá a capacidade externa de nos apoiar (e a nossa, de reivindicar) devido à dimensão e intensidade dos problemas com que se confrontarão o país, a Europa e o resto do Mundo.






A questão, de como tornar os Açores mais resilientes e com maior capacidade endógena (sob todos os aspectos), nunca tendo estado fora da cogitação do nosso futuro, com o aquecimento global torna-se muito mais premente - isto, se se toma o problema, naturalmente, como sendo sério e significativo.

14 de janeiro de 2008

Antárctica

As mais recentes do comportamento do gelo na Antárctica. O artigo é do Washington Post: scalating Ice Loss Found in Antarctica - washingtonpost.com. Excertos

"Climatic changes appear to be destabilizing vast ice sheets of western
Antarctica that had previously seemed relatively protected from global warming,
researchers reported yesterday, raising the prospect of faster sea-level rise
than current estimates."


"Rignot said the tonnage of yearly ice loss in
Antarctica is approaching that of
Greenland, where ice sheets are known to be melting rapidly in
some parts and where ancient glaciers have been in retreat. He said the change
in Antarctica could become considerably more dramatic because the continent's
western shelf, an expanse of ice and snow roughly the size of
Texas, is largely below sea level and has broad and flat expanses
of ice that could move quickly. Much of Greenland's ice flows through relatively
narrow valleys in mountainous terrain, which slows its motion.
The new
finding comes days after the head of the
Intergovernmental Panel on Climate Change said the group's next
report should look at the "frightening" possibility that ice sheets in Greenland
and Antarctica could melt rapidly at the same time."


"In all, snowfall
and ice loss in East Antarctica have about equaled out over the past 10 years,
leaving that part of the continent unchanged in terms of total ice. But in West
Antarctica, the ice loss has increased by 59 percent over the past decade to
about 132 billion metric tons a year, while the yearly loss along the peninsula
has increased by 140 percent to 60 billion metric tons. Because the ice being
lost is generally near the bottom of glaciers, the glacier moves faster into the
water and thins further, as a result. Rignot said there has been evidence of ice
loss going back as far as 40 years. "


"The new findings come as the
Arctic is losing ice at a dramatic rate and glaciers are in retreat across the
planet. At a recent annual meeting of the American Geophysical Union, Ohio State University professor Lonnie Thompson delivered a
keynote lecture that described a significant speed-up in the melting of
high-altitude glaciers in tropical regions, including
Peru, Tibet and Mount Kilimanjaro in Kenya. "

O futuro da educação?

É um artigo do Diário Económico, de Manuel Gonçalves da Silva, professor da UNL A fascinante tese do ensino da ignorância - DiarioEconomico.com. É um artigo pesado, que mereceria qualificações, comprovações (e.g., sobre a interpretação dada ao que foi dito, na tal reunião, em S.Franciso) mas que tem a virtude, na sua frontalidade, no seu radicalismo, de - apontando para cenários limite - obrigar a situar-nos e a reflectir: não sendo estes os resultados que queremos, é para aí, no entanto, que se tende, pelo menos, em parte? (Não percebo o que se diz no primeiro parágrafo, a não ser inserindo-lhe o advérbio "não" - a bold).

A fascinante tese do ensino da
ignorância

Em Dezembro, o estudo da OCDE afirmava: os
alunos portugueses de 15 anos estão abaixo da média entre 57 países a Ciências,
Matemática e Leitura. Este facto gerou mais um conceito “eduquês” de um
secretário de Estado que disse à TV qualquer coisa do tipo “Os alunos são
ignorantes porque [não] são reprovados” já que os resultados se devem em
larga medida às elevadas taxas de retenção. Tão irresponsável doutrina dá
crédito a uma curiosa tese da qual se pincelam os traços principais abaixo.

Humanidade supra-numerária

A correspondência entre “progresso da ignorância” e
declínio da inteligência crítica é evidente, como o é a necessidade de
competência linguística elementar para o exercício do juízo crítico. Isto
assente, porque se aprofunda e tolera a iliteracia que o quotidiano e estudos
demonstram?Michéa atribui-a à implantação da Escola do Poder Transnacional
assente em reformas perversamente justificadas pela “democratização do ensino” e
“adaptação ao mundo moderno”. Ilustra a teoria com reunião de “quinhentos homens
políticos, líderes económicos e científicos de primeiro plano”, em S. Francisco,
que concluiu que “no século XXI, dois décimos da população activa serão
suficientes para manter a actividade da economia mundial”, pondo a questão: como
manter a governabilidade dos oitenta por cento da humanidade supra-numerária? A
solução mais razoável lá defendida é do conhecido Z. Brzezinsky: “criando
‘cocktail’ de diversão embrutecedora e alimentação suficiente que permita manter
o humor dessa população”. Este cínico objectivo implicaria reconfigurar o
sistema educativo do modo que se passa a sintetizar e se vem assistindo.

Excelência para poucos

Primeiro, há que manter um selectivo sector de excelência que forme as elites científicas
e de gestão, enformado pelo modelo da escola clássica, criador de espírito
crítico. No escalão seguinte, ensinam-se competências técnicas com semi-vida
estimada de dez anos e ligadas a tecnologias efémeras. Competências descartáveis
quando as tecnologias são superadas e cuja aprendizagem não exige autonomia, nem
criatividade e, no limite, pode ser feita em casa, frente ao computador.
Ajustada ao ensino multimédia à distância proporciona negócio às grandes firmas
e torna dispensáveis milhares de professores, sonho economicista e político dos
meios do poder.

Ignorância para muitos

Resta o escalão dos supra-numerários (com
emprego precário e flexível) que, “jamais constituirão um mercado rentável” e a
quem “a transmissão de saberes críticos e mesmo de comportamento cívicos e o
encorajamento à rectidão e à honestidade” é indesejável. A esses se destina a
escola dos grandes números, a escola que deve ensinar a ignorância coerente com
Brzezinsky. É a escola que produz ignorantes diplomados, incapazes de
compreender um texto, ou serem proficientes em matemática. O ensino da
ignorância é objectivo ao qual os professores tradicionais, apesar de excepções,
se ajustam mal o que implica a sua reeducação por neo-especialistas em ciências
da educação. Estes peritos têm por missão impor condições de “dissolução da
lógica” no Ensino, real revolução cultural porque, até recentemente, “toda a
gente pensava com um mínimo de lógica, com a notável excepção dos cretinos e dos
militantes” . Os professores tornar-se-ão animadores de actividades transversais
e assistentes psicológicos. A escola será um espaço acrítico, um local de
animação (Thanksgiving, Halloween…) confiada a associações de pais, aberto a
todas as mercadorias tecnológicas ou culturais. Fascinante e preocupante!
Difícil acreditar que haja esta estratégia capitalista específica, mas as mesmas
consequências resultam de políticas incompetentes e do deslumbramento
estrangeirado que assolam o país. É imperativo de cidadania reverter decisões e
políticas que alicerçam um Ensino da Ignorância que converta 80% dos portugueses
em supra numerários embrutecidos de uma UE, ela própria, ameaçada pelo mesmo
mal

Lusoponte e a nova ponte

Vital Moreira, no causa nossa, chama a atenção para este artigo, Jornal de Notícias - A máscara privada do monstro público, do jornalista Mário Crespo, sobre os negócios da Lusoponte, e de como se pretende fazê-los cruzar com a construção da nova ponte - merece bem ser lido. De realçar a referência a José Sócrates.

Lei do Tabaco

Ver o que Vital Moreira diz sobre a Lei do Tabaco (causa nossa). É tudo muito claro.

O que é que há, de minimamente seguro, na discussão do aquecimento global?

Andrew C. Revkin, do NYT, elenca os aspectos básicos da discussão, em curso, sobre as alterações climáticas e a questão energética, que são aceites, sem grande contestação: A Starting Point for Productive Climate Discourse - Dot Earth - Climate Change and Sustainability - New York Times Blog.

13 de janeiro de 2008

Os trabalhos de Clinton e de Obama

Os trabalhos de Hillary Clinton e de Barack Obama, de acordo com The
Economist: America's
election Up in the air Economist.com
.

Excertos:

"Could Mr Obama, simply by dint of being black and having lived in Muslim
Indonesia for
six years as a boy, really change America's international
image so easily? He
would get a hero's welcome, of course—but the next
president will get that
whoever he or she is, simply for not being George
Bush and not having made such
a hash of Iraq. Thereafter, America will be
judged on its actions, not its
words. For instance, Mr Obama shows no
particular sign of being able to
reconcile the need to end the occupation of
Iraq with the need to avoid the
disaster that a power vacuum in the heart of
the Middle East would cause. Tell
us more, said many voters in New
Hampshire: to that extent, they were right to
deny him certain nomination."


"Mrs Clinton, however, also has work to
do—much more work than
simply mentioning “change” a lot...after this political
near-death, she is
back where she started—in the lead. One has to hope, however,
that she has
learnt a few lessons.
These begin with the idea that it is not
enough to
exude competence and reel off endless policy proposals. She must learn
poetry from Mr Obama, just as he needs to learn prose from her. She needs to
listen to voters, not talk at them. Above all, she has to shed that sense of
wounded entitlement that has bedevilled her campaign; she has to show that
the
Clintons are not yesterday's people. Her problem is not just that Mr
Obama could
still catch her; she has reminded many Americans how divisive a
politician she
is. If she wins the primaries, it may be only because core
Democratic groups
(trade unions, the uneducated, the poor, the old) rallied
to her side. And a
nomination does not a president make."

12 de janeiro de 2008

Do muito que uma fotografia nos pode dizer...

Como dizem: uma figura diz mais do que mil palavras. A fotografia que é apresentada nesta nota (a segunda fotografia), no blogue Dot Earth (NYT), diz mais do que isso: fala de muitas narativas - a da imigração do sul que irá aumentar e desembarcará, quaisquer que sejam os custos, nas Canárias, na Espanha continental, e também, no futuro, cada vez mais, no nosso Algarve; a que refere que quem emigra, é quem tem mais expectativas, é mais ambicioso, tem mais formação; a de quem são os potenciais "revolucionários"," terroristas", etc., não são os mais destituídos, os menos ambiosos (os conformados), os menos instruídos; a de que não há solução para a imigração, e as consequências das alterações climáticas, que não seja, também, solução para o desenvolvimento. A ligação é: Living With Fluorescent Light (or No Light) - Dot Earth - Climate Change and Sustainability - New York Times Blog. Já agora, leiam a nota. Um excerto:

"While rich countries work to cut their energy waste, poor countries are still
hoping for a few megawatts, whether it comes from coal, a windmill, or anything
else. In the meantime, engineers are trying to come up with simple, cheap means
for providing a few hours of light a night in rural parts of developing
countries while they wait for the convenience of a grid or a central small power
station."

Crítica de livro

O livro está traduzido em português - vio-o nas livrarias de Ponta Delgada (penso que o título, em português, é: Como falar de livros que não lemos). Esta é uma crítica feita no Spectator e é, em si mesma, gira (isto é uma redundância - todo o material referenciado neste blogue, é giro! é interessante! deve ser lido! etc, :) ). A ligação é: How to Talk About Books You Haven’t Read by Pierre Bayard, translated by Geoffrey Mehlman Review by The Spectator. Têm aqui um excerto:

"This truth is startlingly borne out by Finnegans Wake, which
so many people fail to read through excessive attentiveness. If you try to
puzzle out every word, you will turn yourself into a copy editor and have no
idea where the story is going. The trick with this one is to train your eye to
move over the lines at roughly the same pace as it would over an ordinary
classic novel, allowing the confusions and blurrings their space; then, of
course, it becomes, as well as everything else, the funniest novel in the world.
Over-attentiveness can result in the failure to read a book.

Pierre Bayard has written a small study which tries to
establish what degree of neglect can be attained by a reader, who can still
claim that he has read the book in question. Could one possibly not have read a
book at all, and yet still count as a reader of it? Can one talk sensibly about
books one hasn’t read at all?"

11 de janeiro de 2008

Vídeos da TED









  • Yossi Vardi sobre: aquecimento global versus aquecimento local, ou, dos perigos do blogging (principalmente, para os homens), ou, da utilização incorrecta dos portáteis e os seus efeitos sobre a sobrevivência dos nossos genes. Palestra TED - hilariante.


































  • Isto é sobre a utilização extensiva de fractais por toda a África (na construção, na tecelagem, na religião, etc.); é intrigante quer em relação às causas, quer às implicações. Para quem não sabe o que são fractais, ver aqui. É mais uma palestra TED: Ron Eglash: African fractals, in buildings and braids (video).

Quando é que seremos nós?

A China é o último de um conjunto de países a banir a utilização dos usuais sacos de plástico. Quando é que seremos nós? Os Açores até poderiam dar o exemplo.

Vejam: "The Top 5 YouTube Global Warming Videos of 2007"

Os vídeos youtube 2007, que, de acordo com o DeSmogBlog, foram os mais eficazes em passar a mensagem sobre o aquecimento global. Percam só um bocado de tempo a vê-los - em todo o caso, não deixem nunca de abrir o classificado em número um: é um vídeo de um professor de Ciência norte-americano, espantoso (de originalidade, de lucidez), com uma apresentação magnífica e sugestiva do problema: The Top 5 YouTube Global Warming Videos of 2007 DeSmogBlog. Façam o favor de corresponder ao pedido feito no fim por esse professor, e divulguem-o.

Clima, tempo, ciência...

O blogue Real Climate tem hoje uma nota: RealClimate » Uncertainty, noise and the art of model-data comparison, sobre o tipo de problemas metodológicos com que a modelização e previsão das tendências de longo prazo do clima, se confrontam. Não é leitura fácil - os primeiros quatro/cinco parágrafos e os últimos dois ou três, no entanto, lêem-se bem; o gráfico, no início, fala por si. A nota aborda questões que, normalmente, são confundidas e mal percebidas: a diferença entre clima e tempo; entre tendência a curto e a longo prazo; entre a previsibilidade da evolução do clima e a do tempo.

10 de janeiro de 2008

Notícias, assim-assim...

A informação é interessante: diz respeito ao posicionamento de alguns países (19 países industrializados) de acordo com um indicador, criado pelo The Commonwealth Fund, da mortalidade imputável aos sistemas de saúde nacionais. O indicador é explicado assim: "The concept of amenable mortality was developed in the 1970s to assess the quality and performance of health systems and to track changes over time. For this study, the researchers used data from the World Health Organization on deaths from conditions considered amenable to health care, such as treatable cancers, diabetes, and cardiovascular disease." A informação pode ser acedida aqui: Measuring the Health of Nations: Updating an Earlier Analysis.


Na base dessa informação, calculei a taxa de decrescimento verificada entre os anos 1997-98 e 2002-03 (cinco anos) e ordenei os países. A tabela (com a formatação possível) a seguir, apresenta por país, os valores de mortos por 100.000 habitantes, em 2002-03, em 1997-98, e a taxa.

Mortalidade imputável aos sistemas de saúde. Mortos por 100.000 habitantes. 2002-03/1997-98/%



França, 65/76/-14,5


Japão, 71/81/-12,3


Austrália, 71/88/-19,3


Espanha, 74/84/-11,9


Itália, 74/89/-16,9


Canada, 77/89/-13,5


Noruega, 80/99/-19,2


Holanda, 82/97/-15,5


Suécia, 82/88/-6,8


Grécia, 84/97/-13,4


Austria, 84/109/-22,9


Alemanha, 90/106/-15,1


Finlândia, 93/116/-19,8


N.Zelandia, 96/115/-16,5


Dinamarca, 101/113/-10,6


UK, 103/130/-20,8


Irlanda, 103/134/-23,1


Portugal, 104/128/-18,8


USA, 110/115/-4,3.


A segunda tabela apresenta os países ordenados de acordo com a dimensão do decrescimo que tiveram:

Decréscimo % entre 1997-98 e 2002-03



Irlanda, -23,1


Austria, -22,9


UK, -20,8


Finlândia, -19,8


Noruega, -19,2


Austrália, -19,3


Portugal, -18,8


Itália, -16,9


N.Zelandia, -16,5


Holanda, -15,5


Alemanha, -15,1


França, -14,5


Canada, -13,5


Grécia, -13,4


Japão, -12,3


Espanha, -11,9


Dinamarca, -10,6


Suécia, -6,8


USA, -4,3


Em suma, Portugal nesse intervalo de cinco anos, perde posição, passando do 17º para o 18º lugar, mas tem a 7ª taxa de decrescimo mais alta. Os EUA, não só vêem a sua posição passar do 15º para o 19º (último) lugar como a sua taxa de decréscimo é a mais (de modo significativo) baixa.

Obtive esta informação aqui, no blogue de Paul Krugman, no NYT.

Boas notícias (II)

É uma boa notícia para o país, a escolha de Alcochete para localização do novo aeroporto de Lisboa - porque não é só a questão de um novo aeroporto como é a de dotar-nos de um instrumento poderoso de crescimento económico; para mim, além do mais, é um alívio - a escolha da OTA, colocar-me-ia numa situação de dissonância cognitiva aguda.



Dois reparos, contudo. Um, ter a ver com a preocupação de Ricardo Costa (SIC Notícias), que eu partilho, sobre saber como é possível que tenha levado tanto tempo, e tenha sido necessário tanto, para se chegar a esta conclusão - que, embora em retrospectiva, se mete pelos olhos dentro, ser a melhor. Haveria mais a dizer neste particular mas fico por aqui.



O outro - não foi levantado em Portugal (que eu saiba) por ninguém: prende-se com a consideração da franja da opinião que contesta a criação de novos grandes aeroportos (por exemplo, George Monbiot - ver nota). Segundo eles, será inevitável, a médio prazo, a contenção do crescimento do transporte aéreo devido à necessidade de responder ao aumento da emissão de CO2 - se esse médio prazo correspondesse à vida do novo aeroporto, a viabilidade do investimento seria colocada em causa, pelo que, desde já, a aceitar-se a tese, a hipótese Portela + transição gradual para Alcochete, seria, por isso também, a sub-opção mais prudente. Até que ponto aquele potencial de crescimento seria comprometido pela escolha desta sub-opção, não sei.