"The number of abortions performed in the United States
dropped to 1.2 million in 2005 -- the lowest level since 1976, according to a
new report. The number of abortions fell at least in part because the proportion
of women ending their pregnancies with an abortion dropped 9 percent between
2000 and 2005, hitting the lowest level since 1975, according to a nationwide
survey."
"The report did not identify reasons for the drop in
abortions, but the researchers said it could be caused by a combination of
factors.
"It could be more women using contraception and not having as many
unintended pregnancies. It could be more restrictions on abortions making it
more difficult for women to obtain abortion services. It could be a combination
of these and other dynamics," said Rachel K. Jones of the Guttmacher Institute, a reproductive-health research organization,
which published the report in the March issue of the journal Perspectives on
Sexual and Reproductive Health."
agora, sobre as atribulações de um independente de esquerda nestes tempos da III República ...
17 de janeiro de 2008
Estatística - número de abortos nos EUA
16 de janeiro de 2008
A minha alma está parva
A discussão (e informação) política, de qualidade, em Portugal, a que têm acesso os cidadãos, é veiculada, em parte muito importante, através, da comunicação social e dos comentadores (e programas) televisivos. Os partidos políticos portugueses, desistiram (demitiram-se) da tarefa: – o que fica, e que passa como tal, é em grande parte chicana e não é muito agradável (e proveitoso) de ver e ouvir. O vazio, assim criado, é preenchido pelo comentário político, produzido na comunicação social (em particular, na televisão), sob os mais diversos formatos, e com os mais diversos protagonistas. E com uma qualidade muito razoável, na sua maioria, é bom reconhecê-lo. O comentário não será inocente, corresponde a agendas próprias, mas prima por produzir, pela sua diversidade e qualidade, um bem público de primeira monta: informação factual e perspectiva ideológica sobre questões públicas fundamentais para o país. E com efeitos práticos – veja-se o que se passou com o processo de escolha do aeroporto de Lisboa; veja-se o que se passou com Santana Lopes, mas não só: esse comentário, essa análise política, é “consumida” principalmente por aquela franja da população que têm determinado quem governa e cuja opinião nas sondagens determina o sentido das mesmas. E o peso das comparações (em alguns casos, a escolha do mal menor) influencia muitas decisões de voto e o comentário político ajuda a destrinçar as diferenças. O comentário político não aceitará bem o que foi dito. Luís Filipe Menezes meteu o pé na poça - irá meter mais vezes?
Como é óbvio, vou estar muito atento ao que se dizer sobre os aspectos substantivos do caso.
15 de janeiro de 2008
Mercúrio revisitado
Ainda sobre as consequências do fumo passivo...
O artigo começa com uma constatação que subscrevo totalmente: "É um facto bem conhecido que a proporção de fumadores é maior entre as pessoas com menos anos de educação e baixos rendimentos. Depois de ler a imprensa nas últimas semanas, aprendi que existe outra característica que se pode associar aos fumadores: escrevem colunas para os jornais." e conclui com uma informação consabida: "Mas de onde vêm as impressões falsas? A revista “Lancet” de 2000 revela os documentos confidenciais das tabaqueiras feitos públicos durante processos judiciais. Para lidar com um investigação internacional acerca dos efeitos do fumo passivo, a Philip Morris orçamentou 4 milhões dolares para financiar “estudos” que rejeitassem o consenso científico."
Aquecimento global e os Açores
14 de janeiro de 2008
Antárctica
"Climatic changes appear to be destabilizing vast ice sheets of western
Antarctica that had previously seemed relatively protected from global warming,
researchers reported yesterday, raising the prospect of faster sea-level rise
than current estimates."
"Rignot said the tonnage of yearly ice loss in
Antarctica is approaching that of Greenland, where ice sheets are known to be melting rapidly in
some parts and where ancient glaciers have been in retreat. He said the change
in Antarctica could become considerably more dramatic because the continent's
western shelf, an expanse of ice and snow roughly the size of Texas, is largely below sea level and has broad and flat expanses
of ice that could move quickly. Much of Greenland's ice flows through relatively
narrow valleys in mountainous terrain, which slows its motion.
The new
finding comes days after the head of the Intergovernmental Panel on Climate Change said the group's next
report should look at the "frightening" possibility that ice sheets in Greenland
and Antarctica could melt rapidly at the same time."
"In all, snowfall
and ice loss in East Antarctica have about equaled out over the past 10 years,
leaving that part of the continent unchanged in terms of total ice. But in West
Antarctica, the ice loss has increased by 59 percent over the past decade to
about 132 billion metric tons a year, while the yearly loss along the peninsula
has increased by 140 percent to 60 billion metric tons. Because the ice being
lost is generally near the bottom of glaciers, the glacier moves faster into the
water and thins further, as a result. Rignot said there has been evidence of ice
loss going back as far as 40 years. "Ohio State University professor Lonnie Thompson delivered a
"The new findings come as the
Arctic is losing ice at a dramatic rate and glaciers are in retreat across the
planet. At a recent annual meeting of the American Geophysical Union,
keynote lecture that described a significant speed-up in the melting of
high-altitude glaciers in tropical regions, including Peru, Tibet and Mount Kilimanjaro in Kenya. "
O futuro da educação?
A fascinante tese do ensino da
ignorânciaEm Dezembro, o estudo da OCDE afirmava: os
alunos portugueses de 15 anos estão abaixo da média entre 57 países a Ciências,
Matemática e Leitura. Este facto gerou mais um conceito “eduquês” de um
secretário de Estado que disse à TV qualquer coisa do tipo “Os alunos são
ignorantes porque [não] são reprovados” já que os resultados se devem em
larga medida às elevadas taxas de retenção. Tão irresponsável doutrina dá
crédito a uma curiosa tese da qual se pincelam os traços principais abaixo.Humanidade supra-numerária
A correspondência entre “progresso da ignorância” e
declínio da inteligência crítica é evidente, como o é a necessidade de
competência linguística elementar para o exercício do juízo crítico. Isto
assente, porque se aprofunda e tolera a iliteracia que o quotidiano e estudos
demonstram?Michéa atribui-a à implantação da Escola do Poder Transnacional
assente em reformas perversamente justificadas pela “democratização do ensino” e
“adaptação ao mundo moderno”. Ilustra a teoria com reunião de “quinhentos homens
políticos, líderes económicos e científicos de primeiro plano”, em S. Francisco,
que concluiu que “no século XXI, dois décimos da população activa serão
suficientes para manter a actividade da economia mundial”, pondo a questão: como
manter a governabilidade dos oitenta por cento da humanidade supra-numerária? A
solução mais razoável lá defendida é do conhecido Z. Brzezinsky: “criando
‘cocktail’ de diversão embrutecedora e alimentação suficiente que permita manter
o humor dessa população”. Este cínico objectivo implicaria reconfigurar o
sistema educativo do modo que se passa a sintetizar e se vem assistindo.Excelência para poucos
Primeiro, há que manter um selectivo sector de excelência que forme as elites científicas
e de gestão, enformado pelo modelo da escola clássica, criador de espírito
crítico. No escalão seguinte, ensinam-se competências técnicas com semi-vida
estimada de dez anos e ligadas a tecnologias efémeras. Competências descartáveis
quando as tecnologias são superadas e cuja aprendizagem não exige autonomia, nem
criatividade e, no limite, pode ser feita em casa, frente ao computador.
Ajustada ao ensino multimédia à distância proporciona negócio às grandes firmas
e torna dispensáveis milhares de professores, sonho economicista e político dos
meios do poder.Ignorância para muitos
Resta o escalão dos supra-numerários (com
emprego precário e flexível) que, “jamais constituirão um mercado rentável” e a
quem “a transmissão de saberes críticos e mesmo de comportamento cívicos e o
encorajamento à rectidão e à honestidade” é indesejável. A esses se destina a
escola dos grandes números, a escola que deve ensinar a ignorância coerente com
Brzezinsky. É a escola que produz ignorantes diplomados, incapazes de
compreender um texto, ou serem proficientes em matemática. O ensino da
ignorância é objectivo ao qual os professores tradicionais, apesar de excepções,
se ajustam mal o que implica a sua reeducação por neo-especialistas em ciências
da educação. Estes peritos têm por missão impor condições de “dissolução da
lógica” no Ensino, real revolução cultural porque, até recentemente, “toda a
gente pensava com um mínimo de lógica, com a notável excepção dos cretinos e dos
militantes” . Os professores tornar-se-ão animadores de actividades transversais
e assistentes psicológicos. A escola será um espaço acrítico, um local de
animação (Thanksgiving, Halloween…) confiada a associações de pais, aberto a
todas as mercadorias tecnológicas ou culturais. Fascinante e preocupante!
Difícil acreditar que haja esta estratégia capitalista específica, mas as mesmas
consequências resultam de políticas incompetentes e do deslumbramento
estrangeirado que assolam o país. É imperativo de cidadania reverter decisões e
políticas que alicerçam um Ensino da Ignorância que converta 80% dos portugueses
em supra numerários embrutecidos de uma UE, ela própria, ameaçada pelo mesmo
mal
Lusoponte e a nova ponte
O que é que há, de minimamente seguro, na discussão do aquecimento global?
13 de janeiro de 2008
Os trabalhos de Clinton e de Obama
Economist: America's
election Up in the air Economist.com.
Excertos:
"Could Mr Obama, simply by dint of being black and having lived in Muslim
Indonesia for
six years as a boy, really change America's international
image so easily? He
would get a hero's welcome, of course—but the next
president will get that
whoever he or she is, simply for not being George
Bush and not having made such
a hash of Iraq. Thereafter, America will be
judged on its actions, not its
words. For instance, Mr Obama shows no
particular sign of being able to
reconcile the need to end the occupation of
Iraq with the need to avoid the
disaster that a power vacuum in the heart of
the Middle East would cause. Tell
us more, said many voters in New
Hampshire: to that extent, they were right to
deny him certain nomination."
"Mrs Clinton, however, also has work to
do—much more work than
simply mentioning “change” a lot...after this political
near-death, she is
back where she started—in the lead. One has to hope, however,
that she has
learnt a few lessons.
These begin with the idea that it is not
enough to
exude competence and reel off endless policy proposals. She must learn
poetry from Mr Obama, just as he needs to learn prose from her. She needs to
listen to voters, not talk at them. Above all, she has to shed that sense of
wounded entitlement that has bedevilled her campaign; she has to show that
the
Clintons are not yesterday's people. Her problem is not just that Mr
Obama could
still catch her; she has reminded many Americans how divisive a
politician she
is. If she wins the primaries, it may be only because core
Democratic groups
(trade unions, the uneducated, the poor, the old) rallied
to her side. And a
nomination does not a president make."
12 de janeiro de 2008
Do muito que uma fotografia nos pode dizer...
"While rich countries work to cut their energy waste, poor countries are still
hoping for a few megawatts, whether it comes from coal, a windmill, or anything
else. In the meantime, engineers are trying to come up with simple, cheap means
for providing a few hours of light a night in rural parts of developing
countries while they wait for the convenience of a grid or a central small power
station."
Crítica de livro
"This truth is startlingly borne out by Finnegans Wake, which
so many people fail to read through excessive attentiveness. If you try to
puzzle out every word, you will turn yourself into a copy editor and have no
idea where the story is going. The trick with this one is to train your eye to
move over the lines at roughly the same pace as it would over an ordinary
classic novel, allowing the confusions and blurrings their space; then, of
course, it becomes, as well as everything else, the funniest novel in the world.
Over-attentiveness can result in the failure to read a book.
Pierre Bayard has written a small study which tries to
establish what degree of neglect can be attained by a reader, who can still
claim that he has read the book in question. Could one possibly not have read a
book at all, and yet still count as a reader of it? Can one talk sensibly about
books one hasn’t read at all?"
11 de janeiro de 2008
Vídeos da TED
- Yossi Vardi sobre: aquecimento global versus aquecimento local, ou, dos perigos do blogging (principalmente, para os homens), ou, da utilização incorrecta dos portáteis e os seus efeitos sobre a sobrevivência dos nossos genes. Palestra TED - hilariante.
- Não me responsabilizo por aquilo que fizerem com os conselhos dados nesta palestra TED: Gever Tulley: 5 dangerous things you should let your kids do (video).
- Isto é sobre a utilização extensiva de fractais por toda a África (na construção, na tecelagem, na religião, etc.); é intrigante quer em relação às causas, quer às implicações. Para quem não sabe o que são fractais, ver aqui. É mais uma palestra TED: Ron Eglash: African fractals, in buildings and braids (video).
Quando é que seremos nós?
Vejam: "The Top 5 YouTube Global Warming Videos of 2007"
Clima, tempo, ciência...
10 de janeiro de 2008
Notícias, assim-assim...
Na base dessa informação, calculei a taxa de decrescimento verificada entre os anos 1997-98 e 2002-03 (cinco anos) e ordenei os países. A tabela (com a formatação possível) a seguir, apresenta por país, os valores de mortos por 100.000 habitantes, em 2002-03, em 1997-98, e a taxa.
Mortalidade imputável aos sistemas de saúde. Mortos por 100.000 habitantes. 2002-03/1997-98/%
França, 65/76/-14,5
Japão, 71/81/-12,3
Austrália, 71/88/-19,3
Espanha, 74/84/-11,9
Itália, 74/89/-16,9
Canada, 77/89/-13,5
Noruega, 80/99/-19,2
Holanda, 82/97/-15,5
Suécia, 82/88/-6,8
Grécia, 84/97/-13,4
Austria, 84/109/-22,9
Alemanha, 90/106/-15,1
Finlândia, 93/116/-19,8
N.Zelandia, 96/115/-16,5
Dinamarca, 101/113/-10,6
UK, 103/130/-20,8
Irlanda, 103/134/-23,1Portugal, 104/128/-18,8
USA, 110/115/-4,3.
A segunda tabela apresenta os países ordenados de acordo com a dimensão do decrescimo que tiveram:
Decréscimo % entre 1997-98 e 2002-03
Irlanda, -23,1
Austria, -22,9
UK, -20,8
Finlândia, -19,8
Noruega, -19,2
Austrália, -19,3
Portugal, -18,8
Itália, -16,9
N.Zelandia, -16,5
Holanda, -15,5
Alemanha, -15,1
França, -14,5
Canada, -13,5
Grécia, -13,4
Japão, -12,3
Espanha, -11,9
Dinamarca, -10,6
Suécia, -6,8USA, -4,3
Em suma, Portugal nesse intervalo de cinco anos, perde posição, passando do 17º para o 18º lugar, mas tem a 7ª taxa de decrescimo mais alta. Os EUA, não só vêem a sua posição passar do 15º para o 19º (último) lugar como a sua taxa de decréscimo é a mais (de modo significativo) baixa.
Obtive esta informação aqui, no blogue de Paul Krugman, no NYT.
Boas notícias (II)